Rastreamento da transmissão vertical da doença de Chagas no Distrito Federal: ação para reestruturação da vigilância
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12442Palavras-chave:
Doença de Chagas, Transmissão vertical de doenças infecciosas, Trypanosoma cruzi, infecção congênitaResumo
Este estudo teve como objetivo analisar a situação epidemiológica dos filhos de mães diagnosticadas com doença de Chagas (DC) durante o pré-natal no Distrito Federal (DF), entre 2017 e 2021. Trata-se de estudo quantitativo, descritivo e transversal, baseado em dados secundários da Secretaria de Estado de Saúde do DF. Identificou-se 162 mulheres com DC crônica (prevalência de 7,8/10 mil nv), totalizando 278 gestações e 223 nascidos vivos. Destas, 54,7% foram detectadas durante o pré-natal, porém 68,5% (n=61) não receberam orientações sobre o risco de transmissão vertical da DC. Durante o inquérito, 85,1% (n=172) dos filhos foram avaliados laboratorialmente, sendo que apenas 10,8% (n=24) haviam sido previamente rastreados para DC. Ao todo, 16,3% (n=33) foram classificados como casos suspeitos de transmissão vertical e observou-se a subnotificação no sistema oficial. Não houve confirmação de transmissão vertical no período, porém uma criança de cinco anos foi diagnosticada com a infecção. Os achados reforçam a importância de fortalecer a vigilância, melhorar a notificação oportuna dos casos, e garantir o rastreamento e acompanhamento adequado dos filhos de mães com DC, a fim de reduzir subnotificações e ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento precoces, quando necessário.
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Copyright (c) 2025 Gizeli de Lima Pedroso Gonçalves, Daphne Rattner, Ana Claudia Morais Godoy Figueiredo, Aline Duarte Folle, Fernanda Souza Nogueira Sardinha Mendes

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