"GRAVE!": A GYMNASTICA COMO CAMPO DE TENSÕES NA ESCOLARIZAÇÃO REPUBLICANA CAPIXABA (1908-1912)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11853Palavras-chave:
gymnastica, escolarização republicana, educação dos sentidos, corpo, resistênciasResumo
Este artigo tem como objetivo analisar a introdução da Gymnastica como componente curricular obrigatório no Espírito Santo, entre 1908 e 1912, durante o governo de Jerônimo Monteiro, destacando suas implicações para o processo de escolarização republicana. A pesquisa fundamenta-se na Nova História Cultural e adota como método a análise histórica de fontes variadas, como decretos oficiais, jornais de época, fotografias escolares, produções dramatúrgicas e trabalhos acadêmicos. A partir desses vestígios, buscou-se compreender como a Gymnastica, legitimada pelas reformas educacionais promovidas por Gomes Cardim, operava como um dispositivo de disciplinamento e de ordenamento sensível, articulado a prescrições higiênicas, cívicas e morais. Os resultados apontam que sua implementação não ocorreu de forma linear ou pacífica: foi atravessada por críticas públicas, tensões no interior das escolas e reações táticas por parte de professores, estudantes e da comunidade. As conclusões indicam que a Gymnastica, longe de ser uma prática neutra, foi campo de disputas simbólicas e políticas no qual se negociavam sentidos sobre o corpo, a educação e a cidadania. Dessa forma, a escolarização revelou-se espaço de forja de sensibilidades e de resistência frente às prescrições modernizadoras do projeto republicano.
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