OS DIAMANTES DE NOVA LORENA DIAMANTINA: As grandes pedras em disputa no Brasil Colônia
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11628Palavras-chave:
Diamantes, Brasil colônia, Demarcação diamantina, Garimpo, Minas Gerais, Rio Indaia, Rio AbaetéResumo
O Brasil se tornou o maior produtor mundial de diamantes no século XVIII com a descoberta de aluviões diamantíferos em Minas Gerais, em pleno Ciclo do Ouro durante o período colonial. Os diamantes brasileiros inundaram o mercado mundial com inúmeras pedras de poucos quilates do vale do rio Jequitinhonha, mas grandes diamantes também foram negociados de forma legal e ilegal a partir de meados do século XVIII, principalmente com as novas descobertas diamantíferas no oeste de Minas Gerais (Sertão do Abaeté), na segunda demarcação extrativista chamada Nova Lorena Diamantina. A Coroa portuguesa assumiu o protagonismo mundial da comercialização de diamantes produzidos na sua principal colônia, onde controlavam a exploração com a política da Real Extração de Diamantes e a Intendência Diamantina estabelecida no arraial do Tijuco (Diamantina). No entanto, grande parte da produção era contrabandeada, principalmente pedras maiores que 20 quilates que pertenciam por lei à Coroa portuguesa. Esta é a história de dois grandes diamantes que foram encontrados no final do século XVIII, incluindo uma pedra de 138,5 quilates que foi a gema brasileira mais famosa deste período e outra de 35 quilates, ambos pertencentes ao Tesouro Real português. O primeiro trata-se do Diamante do Abaeté, encontrado por sertanistas em um afluente desse rio em 1792, enquanto o segundo, cuja origem era até então desconhecida, é demonstrado neste estudo se tratar de um diamante encontrado em 1799 no Rio Indaiá pelo famoso garimpeiro Isidoro, ambos provenientes de rios do Sertão do Abaeté.
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Números do Financiamento 406864/2022-5
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