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EDUCAÇÃO DA FINLÂNDIA EM CRISE: QUE CRISE?

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11565

Palavras-chave:

Educação filandesa, Currículo, flexibilização curricular, Pós-estruturalismo, Conhecimento

Resumo

A queda da Educação finlandesa nos resultados da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) suscita, por parte de especialistas, dentre eles o ministro da Educação da Finlândia, a hipótese de que uma das causas seria a flexibilização curricular, pois desde 2014 a Finlândia adota uma Base Nacional Curricular para a Educação Básica, um currículo organizado por competências com desenvolvimento de projetos interdisciplinares. Orientada pelas contribuições de aportes teóricos pós-estruturais (Ernesto Laclau e Chantal Mouffe e Jacques Derrida), a escrita deste artigo é mobilizada pelo argumento de que a qualidade da Educação finlandesa é referenciada no cumprimento eficaz dos currículos alimentada pela ideia de que o conhecimento disciplinar seria garantidor da qualidade da educação. São discursos carregados de rastros realistas em que o conhecimento disciplinar, referenciado no conhecimento acadêmico, é significado como epistemologicamente superior a outras formas de conhecer e dotado da capacidade de formar identidades em uma direção previamente estabelecida. Os aportes pós-estruturais mobilizados sustentam a postura desconstrutiva de sentidos realistas de conhecimento; consequentemente, isso implica colocar sob rasura a ideia de aprendizagem e ressignificar práticas avaliativas que autorizam afirmar que os resultados obtidos nos exames em larga escala dizem da aprendizagem dos estudantes. E mais: que o sucesso dessas aprendizagens depende de maior investimento no ensino dos conhecimentos disciplinares.

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Biografia do Autor

Talita Vidal Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Bolsista Produtividade em pesquisa 2 CNPq desde 2020. Cientista Nosso Estado FAPERJ 2024. Jovem Cientista do Nosso Estado FAPERJ (2018-2024). Procientista UERJ desde 2015. . Orientadora de mestrado e doutorado. Professora Titular na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Docente do corpo permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação (PROPEd-UERJ) onde atuou como Coordenadora entre 2021 e 2023. Também foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC-UERJ) entre 2014 e 2017. Foi Professora Visitante no Instituto de Investigaciones sobre la Universidad y la Educación de la Universidad Nacional Autónoma de México (IISUE/UNAM) de março a junho de 2024, como Bolsista Professora Visitante Sênior CAPES/PRINT, sob supervisão da Dr Ana Laura Gallardo. É Líder do Grupo de Pesquisa Conhecimento, Currículo e Avaliação (CONCAVA/CNPQ). Assessora Área Educação FAPERJ desde 2022. Coordenadora do GT-Currículo - GT 12- da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (2023-2025). Integra Rede Latino-Americana de Estudos Curriculares (CurriculoLatinoAmerica). Foi Secretária geral da Associação Brasileira de Currículo (ABdC) entre 2021 e 2023. Integra o Conselho Consultivo da sub-Reitoria de Pesquisa da UERJ 2019-2021 e o Comitê PIBIC- Área de Ciências Humanas. Atuou como docente da Educação Básica de 1985 a 2012. Produção acadêmica orientada principalmente para os seguintes temas: Currículo; Políticas curriculares, Currículo e Avaliação da Aprendizagem, Cultura; Conhecimento, Formação Docente, ensino de Ciências nos anos iniciais de escolarização. https://orcid.org/0000-0002-1442-0124. Google scholar https://scholar.google.com.br/citations?user=8SnAU9cAAAAJhl=pt-BR. Academia.edu https://independent.academia.edu/PereiraTalita

Postado

28/03/2025

Como Citar

EDUCAÇÃO DA FINLÂNDIA EM CRISE: QUE CRISE?. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11565

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito