SUSTENTABILIDADE, EQUIDADE E EDUCAÇÃO DE/COM SURDOS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13819Keywords:
Comunidade surda, Educação bilíngue, Políticas públicas, Decolonialidade, SustentabilidadeResumen
Este artigo convida à reflexão sobre as políticas educacionais voltadas às pessoas surdas, tendo como horizonte ético a cidadania linguística (Stroud; Heugh, 2004) e os princípios da Agenda 2030 da ONU. Ao reconhecer a diversidade linguística como um dos alicerces da justiça social (Santos, 2019), buscamos problematizar os impactos históricos da colonização da linguagem, que historicamente silenciou vozes e restringiu modos plurais de existir e se expressar. Nesse percurso, destaca-se a Lei 14.191/21 como um marco relevante, ao compreender a surdez não como deficiência, mas como expressão legítima de outras formas de linguagem e cultura. No entanto, considerando que direitos reconhecidos formalmente não são, por si só, garantia de transformação concreta, defendemos a urgência de uma educação decolonial e crítica (Mignolo, 2017), comprometida com práticas verdadeiramente inclusivas e emancipadoras. Propomos uma perspectiva bilíngue que valorize a Libras como primeira língua e respeite a cultura surda, fortalecendo o protagonismo de seus sujeitos nos espaços de aprendizagem. Sob essa ótica, a educação torna-se um ato de justiça, capaz de enfrentar desigualdades históricas e ampliar os horizontes de participação. Este artigo busca contribuir para a construção de uma educação mais sensível e plural.
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Derechos de autor 2025 Valéria Campos Muniz, Danielle Cristina Mendes Pereira Ramos, Adriana Lúcia de Escobar Chaves de Barros

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