JOSÉ DA SILVA LISBOA NO DEBATE SOBRE AS REVOLUÇÕES LIBERAIS DE SEU TEMPO
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6887Keywords:
Brasil-século XIX, Independência do Brasil, José da Silva Lisboa, revolução, liberalismo, conservadorismoResumen
No decorrer da primeira metade do século XIX, o debate político brasileiro foi marcado por divergências entre os diversos agentes políticos sobre como deveria ser a organização da sociedade brasileira, o modelo da sua economia e a configuração do Estado. Neste debate, certas palavras, tais como independência, constituição, cidadão, liberdade e revolução foram usadas carregando sentidos controversos. No texto aqui proposto, exploro os sentidos da utilização do termo revolução por José da Silva Lisboa (Visconde de Cairu), um dos mais influentes políticos do período, evidenciando a relação dessas suas concepções com o projeto de Estado por ele defendido. Adotando a proposta metodológica de interpretação do texto político feita por Renato Janine Ribeiro (2004), tenho como ponto de partida a análise dos próprios argumentos dos textos de Lisboa, considerando-os como construções pertinentes ao seu tempo histórico. Oriento-me também pelas ponderações de Cecilia H. L. de Salles Oliveira (1999) (2020), ao enxergar os escritos dentro de ambientes de disputas políticas que ensejam lutas simbólicas e de representação. Considerando essas orientações metodológicas, foi possível perceber o modo ambíguo como Lisboa tratava o tema da revolução: por um lado o abordando positivamente para descrever a elevação política do Brasil à condição de Reino; e por outro, discutindo-o para rebater o movimento revolucionário francês e as manifestações de revolta que defendiam uma ordem política republicana no Brasil. Além disso, são expostas e analisadas as semelhanças dos argumentos do autor com a concepção política conservadora de Edmund Burke (1982).
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