THE FISSURES BETWEEN BEING AND MUST BE: SELF-REFLECTIONS FROM A PHYSICAL EDUCATION TEACHER
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3305Keywords:
experience, physical education, critical social theoryAbstract
RESUMO:Desde a década de 1980 existe um certo fascínio pela temática do professor reflexivo / pesquisador. Pouco se diz, entretanto, que essa discussão faz parte de outra mais ampla, que critica o positivismo e a racionalidade. Seguindo a tradição da Teoria Social Crítica, alguns pressupostos teórico-metodológicos foram discutidos para, em seguida, refletir sobre a prática docente e o contexto escolar em que esta autora está inserida. A violência e a indiferença inerentes ao processo civilizatório, do qual a educação faz parte, e o enfrentamento das contradições entre o ser do professor e o “deve ser” como antídoto à reprodução da barbárie, aparecem como temas centrais. Foi feita a utilização de registros e memórias do período de iniciação à docência e inserção no ambiente de trabalho (anos 2019 e 2020), com atenção ao meu fazer docente e latente “professor deve ser” no cotidiano escolar, em suas interligações com aspectos sociais e culturais. No trabalho de elaboração (cognitiva e afetiva) da experiência, a pouca racionalidade prevalecente no espaço escolar foi um dos pontos-chave da análise, revelando-se, entre outros: a insistência na retórica e nos postulados educacionais, em detrimento da negação realidade; o predomínio do princípio da competição, principalmente entre pares e com singularidades que dizem respeito às questões de gênero; e a dificuldade de enfrentamento da violência nas aulas de educação física. Finaliza com algumas notas sobre a autorreflexão do professor, especialmente a urgência de que o princípio ético-político se sobreponha a objetivos meramente instrumentais / performáticos nesse processo.
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