Internacionalização induzida: análise comparativa das ferramentas reguladoras entre Brasil e Argentina
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-57652026v31id305991Palavras-chave:
internacionalização, educação comparada, pós-graduaçãoResumo
Este artigo analisa como os Programas de Pós-Graduação em Educação no Brasil e na Argentina respondem aos critérios de internacionalização estabelecidos por seus respectivos sistemas nacionais de avaliação. O objetivo consiste em examinar de que modo diferentes modelos regulatórios moldam o tipo de internacionalização que emerge nos programas e influenciam seus processos de autoavaliação. A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza documental e método comparativo, tendo como referência os marcos normativos vigentes em ambos os países. Define-se como categoria central a indução regulatória da internacionalização, entendida como o mecanismo pelo qual critérios avaliativos, financiamento e dispositivos de acreditação orientam comportamentos institucionais. A análise evidencia que, no caso brasileiro, a associação entre ranqueamento e financiamento seletivo produz uma internacionalização predominantemente defensiva, voltada à manutenção de desempenho e recursos, com impactos na autoavaliação, que tende à conformidade normativa. No caso argentino, a acreditação binária preserva maior margem de autonomia institucional, ainda que sujeita à instabilidade política. Conclui-se que a forma de regulação estatal define o padrão de internacionalização produzido e condiciona os modos de organização e reflexão institucional na pós-graduação.
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