Corpo-linguagem: a escrita automática de Antonin Artaud (1925-1947)
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251107Keywords:
Surrealismo, escrita automática, corpo, linguagem, Antonin ArtaudResumen
Este texto trata da escrita automática de Antonin Artaud entre 1925 e 1947, analisando sua relação ambígua com o movimento surrealista e a maneira como essa prática se transforma ao longo de sua obra. Embora expulso do grupo em 1926, Artaud manteve e aprofundou o automatismo como meio de expressão do inconsciente e do corpo, articulando linguagem, sensações e experiência vital. A análise de poemas como “A múmia amarrada” e “Invocação à múmia” revela uma crítica ao suposto engessamento do surrealismo e a construção de uma “corpo-linguagem” que funde palavra e carne. Para tanto, nosso principal aporte teórico gravita em torno de Artaud (2025), Breton (1924), Derrida (2009), Blanchot (2005; 2010), Nadeau (1964) e Michel Foucault (2007). Por fim, é importante dizer que, ao longo de sua trajetória, Artaud radicaliza o automatismo, deslocando os limites da linguagem e propondo uma poética em que corpo e inconsciente tornam-se indissociáveis.
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Derechos de autor 2025 Verônica Farias Sayão, Janaína de Azevedo Baladão, Ruben Daniel Castiglioni

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