ESTUDANTES UNIVERSITÁRIAS: MODO DE (SOBRE)VIVÊNCIA/EXISTÊNCIA POR MEIO DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DE MUSICOTERAPIA EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9833Palavras-chave:
musicoterapia, violência, ensino superior, mulheres, existênciaResumo
A violência contra a mulher é, acima de tudo, uma violação dos direitos humanos. Ser uma violação dos direitos humanos passa a ser um problema que diz respeito a todos e todos, um compromisso da sociedade como um todo. Estudantes de universidades brasileiras são mulheres que carregam histórias de violência. Este artigo apresenta resultados de um projeto de extensão e pesquisa desenvolvido em uma universidade pública no sul do Brasil, que promove Encontros de Musicoterapia para estes estudantes. O objetivo do projeto foi compreender os sentidos criados, durante os Encontros de Musicoterapia, por estudantes universitários que sofreram/sofreram violência.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, que contornou com a participação de 6 estudantes universitários em Encontros de Musicoterapia ao longo de 9 meses. Uma análise baseada em núcleos de significação e os resultados indicam que as experiências musicais tecidas nas interações grupais nos Encontros de Musicoterapia ampliaram o campo de possibilidades nas formas de ser e estar entre esses estudantes e colaboraram para que eles pudessem criar sentidos outros para sua existência , aumentando seu poder de ação. Destaca-se a importância do projeto de extensão ter sido oferecido em um contexto universitário, que é algo próximo aos estudantes e igualmente o valor da universidade para a existência destes, não apenas como lugar de construção de conhecimento científico, como também de criação de laços sociais e afetivos.
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Copyright (c) 2024 Sheila Beggiato, Gislaine Cristina Vagetti

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