Autoconsciência da Palavra Escrita: Mapa Preliminar
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9450Palavras-chave:
Autoconsciência, Palavras escritas, Ambientes digitais, Funções,, Inteligência Artificial GenerativaResumo
Este artigo explora o conceito de autoconsciência das palavras escritas na forma de notas de ideias. Mapeia o conceito de maneira muito sintética e oferece evidências de como essa autoconsciência tem sido moldada nos ambientes digitais contemporâneos, embora sua origem não seja inteiramente tecnológica. Examina como a capacidade de reconhecer e explorar as diversas dimensões, possibilidades e funções das palavras escritas se manifestou além das formas instituídas pela cultura escrita analógica. Através de exemplos da literatura, jornalismo e design gráfico, analisa-se a natureza multifacetada das palavras escritas como imagem, som, significado e forma. Além disso, destaca-se sua função como dados em contextos que requerem minimizar a ambiguidade.
O estudo também aborda como os ambientes digitais aprimoraram essas capacidades, diversificando e amplificando as funções das palavras escritas em novas configurações como emoticons, comandos de voz e programação, bem como em ferramentas de manipulação gráfica e autopublicação. A pesquisa conclui que essa autoconsciência das palavras escritas reflete um desenvolvimento contínuo na capacidade humana de manipular e explorar a linguagem, prolongando conquistas históricas na escrita e comunicação. Nesse processo, a Inteligência Artificial Generativa constitui a última fronteira.
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