Um ensaio prospectivo: do medo vigilante para a alegria potente
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9295Palavras-chave:
Afeto, Sentimento, Sociedade da Vigilância, Prospectivas de futuroResumo
Propomos um exercício de reflexão e imaginação a partir de questões como: quais seriam outras possibilidades para o futuro? Que discursos substituiriam a razão neoliberal? Se hoje estamos focados no desejo individualista e na competição, que futuros poderíamos imaginar com seus opostos: colaboração, empatia e cuidado? Nosso fio condutor serão os conceitos de Afeto e Sentimento, que envolvem variáveis biológicas e sociais realizadas pelo corpo e nas sociedades humanas. Apresentamos os conceitos de afetos alegres e tristes do filósofo Baruch Spinoza e a ideia de uma busca pelo Conatus. A partir da filosofia, chegamos ao desenvolvimento do conhecimento científico sobre as emoções humanas com a psiquiatria de Freud, quando ele construiu sua teoria dos Impulsos de Vida e Impulsos de Morte. Chegamos ao século XXI com a neurociência de Damásio, que resgata Spinoza em sua obra, trazendo novamente as razões de nossas ações baseadas em emoções capazes de nos fazer sentir prazer ou dor. Ao discutirmos as imagens de futuros que pretendemos, podemos pensar na sua estreita ligação com os processos educativos formais, informais e não formais, constituindo o campo da educação como espaço privilegiado de formação de outras mentalidades e de circulação de sentimentos partilhados. Por isso, passamos a apresentar nossa visão a partir de uma perspectiva alegre e potente dos processos educativos. Propomos outra possibilidade para o futuro, do medo vigilante a alegria potente, centrando nossa ação na busca por afetos alegres e encontros potentes.
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