LUTA DE CLASSES, ÉTICAS DO TRABALHO E CONSTRUÇÃO DO BEM COMUM: RESSITUANDO A CENTRALIDADE DA CATEGORIA TRABALHO NA TEORIA SOCIOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7030Palavras-chave:
Luta de classes, Hegemonia, Sociologia do Trabalho, Alienação, DemocraciaResumo
Neste texto analiso, de modo comparativo, as potencialidades e os limites da teoria da hegemonia de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe e da concepção de bem comum na perspectiva da teoria da ressonância, de Hartmut Rosa, como instrumentos teóricos e analíticos para a construção de uma teoria antiessencialista da luta de classes, a partir dos conceitos de ética liberal e individualista do trabalho e de ética socialista do trabalho organizado. O ponto de partida desta comparação é perceber a ausência de análise sociológica no pensamento de Laclau e Mouffe e, por outro lado, a ausência de um debate sobre hegemonia no pensamento político de Rosa, e, por, fim, em comum nesses três autores, a falta de um conceito antiessencialista de classe social, embora todos os três estejam de acordo que a gestão social dos meios de produção é uma das metas necessárias de ser alcançada para a superação da crise civilizacional contemporânea.
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