A DOR INVISÍVEL: REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO DO HOMEM NEGRO NUMA SOCIEDADE PATRIARCAL E RACISTA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7021Palavras-chave:
masculinidade negra, racismo, saúde mental, homem negro, baco exu do bluesResumo
Neste artigo, investiga-se, sob a ótica do feminismo negro e dos estudos de masculinidades, os impactos do racismo estrutural e de uma lógica patriarcal nas subjetividades dos homens negros e suas repercussões na sociedade. O estudo visa compreender o panorama teórico existente sobre o assunto e sua representação nas produções artísticas contemporâneas, reconhecendo as artes como precursoras na captura das mudanças sociais. Para abordar essa problemática, este estudo analisa a música “Autoestima,” composta e interpretada pelo cantor negro baiano Baco Exu do Blues. Por meio de uma narrativa pessoal, a música possibilita a expressão de sentimentos reprimidos em virtude da construção social que visa silenciar as emoções dos homens negros, sobretudo aqueles das periferias brasileiras. A arte, neste contexto, emerge como um veículo de protesto e denúncia, concedendo voz aos historicamente silenciados e desafiando a invisibilidade que muitos enfrentaram ao longo da história. Em síntese, este artigo enfatiza a importância de dar visibilidade às experiências dos homens negros e reconhece o papel vital das manifestações artísticas na conscientização das complexidades de suas subjetividades. Conclui-se que esses homens enfrentam uma constante tensão racial que, através do racismo, pode minar sua identidade e afetar sua saúde mental.
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