Corpos para além das transcendências: podemos nos situar de forma parcial?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6996Palavras-chave:
Transcendência, Corpo, Foucault, ParcialResumo
Em "As palavras e as coisas", Foucault (2000) menciona que o saber tripartido da renascença desemboca no saber binário da modernidade, a partir do século XVII. Tal binarismo é constituído pela percepção de um sujeito e aquilo que é percebido por este. A terceira parte, o mundo, não possui lugar nesse tipo de saber, senão como objeto a ser justificado pela percepção. Sendo um objeto dentre outros na análise perceptiva, o mundo se curva ao sujeito, de modo que o corpo deste nada mais é que um sustentáculo para a racionalidade. Como Foucault (2000) declara em seu livro, a constituição desse saber impacta todos os séculos seguintes, e continua a impactar. Se é a razão que deve constituir o mundo como se estivesse fora dele, então ela se coloca como uma transcendência, isto é, a propriedade sui generis de um sujeito que parece estar além deste mundo. Como podemos diluir tal transcendência? Como a noção de corpo situado constrange tal disposição?
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