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Letalidade por Traumas Cranianos e Faciais no Brasil, entre 2000 e 2015

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  • Alicia Picapedra FO-UDELAR
    • Karla Frichembruder FO-UFRGS
      • Carlos Sassi FOP-UNICAMP
        • Ramón Álvarez-Vaz Instituto de Estadística, Facultad de Ciencias Económicas y de Administración - UDELAR https://orcid.org/0000-0002-2505-4238
          • Fernando Hugo FO-UFRGS

            DOI:

            https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6712

            Palavras-chave:

            Traumatismo, craniofacial, morbidade, mortalidade

            Resumo

            O objetivo deste estudo foi estimar a incidência e a tendência temporal dos traumatismos de crânio e face, no Brasil, entre 2000 e 2015. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo baseado em dados secundários, obtidos no Sistema de Informações Hospitalares, do Sistema Único de Saúde, foi analisado o total das internações e óbitos, decorrentes das lesões e as dos traumatismos de crânio e face, no Brasil e suas cinco macrorregiões, nos 26 estados e Distrito Federal, mediante estatística descritiva multivariante, metodologia de clusters sobre análise de trajetória para dados longitudinais, usando o pacote kml do R. Observou-se que a taxa de internação global diminuiu ao logo dos anos, ao tempo que, a de mortalidade aumentou gradualmente, verificando-se em ambas uma variação em 2008. As relações homem: mulher de internações e óbitos por traumatismos de crânio e face foram de 4:1 e 6:1, respetivamente. O maior número de internações ocorreu na macrorregião Sudeste, 40,3 % (183.727). A faixa etária mais afetada foi de 20 a 29 anos. As fraturas de mandíbula representaram 33,5% das internações, seguidas pelas de malar e maxilar (26%) e pelas de ossos nasais (19,2%), porém as fraturas da abóbada foram as responsáveis pelo maior número de óbitos (37%). A taxa de letalidade diminuiu ao longo do período estudado para ambos os sexos em todas as macrorregiões, com exceção da Norte, onde houve um aumento. Espera-se que este estudo possa repercutir nos índices epidemiológicos e em ações de prevenção, de mortalidade por lesões e traumatismos de crânio e face.

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            Biografia do Autor

            Ramón Álvarez-Vaz, Instituto de Estadística, Facultad de Ciencias Económicas y de Administración - UDELAR

            Minha formação de graduação é em Estatística e de pós-graduação em Epidemiologia (Mestrado) e Ciências da Saúde (Doutorado).
            Atualmente trabalho na Facultad de Ciencias Económicas y de Administración de la Universidad de la República, Uruguai. Faço pesquisa em Estatística Aplicada, entre outros tópicos, a Marketing, Finanças, Economia da Saúde Pública e Epidemiologia, bem como modelagem estatística em Demografia e problemas atuariais. Meu trabalho tem várias linhas que giram em torno do uso e da incorporação de ferramentas estatísticas adequadas à pesquisa no campo de todas essas disciplinas. Isso implica adaptar, para seu uso correto, os métodos estatísticos de aprendizado supervisionado e não supervisionado, amostragem, séries temporais, análise multinível, análise de rede, modelos baseados em agentes, simulação e métodos bayesianos, entre outros.

            Postado

            01/09/2023

            Como Citar

            Letalidade por Traumas Cranianos e Faciais no Brasil, entre 2000 e 2015. (2023). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6712

            Série

            Ciências da Saúde

            Plaudit

            Declaração de dados

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