ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO: LIMITES E POSSIBILIDADES DE UMA POLÍTICA EDUCACIONAL CONTRA-HEGEMÔNICA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6082Palavras-chave:
Ensino Médio Politécnico – EMP, Política Educacional, Reestruturação CurricularResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a formulação e implementação da reestruturação curricular denominada Ensino Médio Politécnico – EMP, desenvolvida na Rede Estadual de Ensino do estado do Rio Grande do Sul (REE-RS), no período de 2011-2014. A base teórico-metodológica da investigação constituiu-se no materialismo histórico dialético. O banco de dados esteve composto por documentos publicados pela mantenedora para a implementação do EMP, a legislação educacional vigente, entrevistas semiestruturadas realizadas com sujeitos formuladores e implementadores da política, na mantenedora e em quatro escolas do município de Porto Alegre. Para a interpretação e tratamento dos dados utilizamos princípios da Análise Documental. Os resultados apontaram que: a origem dessa política está em fundamentos socialistas e da Educação Popular (EP); com o EMP, o Estado tentou mobilizar-se para formar sujeitos emancipados capazes de transformarem a sociedade; houve embates quanto ao método de implementação pela gestão da SEDUC-RS não ter destinado um tempo maior para debates com as comunidades escolares; houve uma desacomodação e um processo de correlação de forças entre o novo e o velho dentro das escolas, sendo travado de certa forma um enfrentamento aos processos de exclusão escolar. Essa pesquisa ajuda a identificar os meandros dos limites e das possibilidades de uma política de reestruturação curricular que objetivou promover a emancipação humana no Ensino Médio, contra um secular modelo escolar meritocrático, objetivando em último grau a conformação da igualdade substantiva e da justiça social real.
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