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Efeitos de um programa de intervenção musical na linguagem de crianças bem pequenas

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4243

Palavras-chave:

linguagem, cognição, música, creche, educação especial

Resumo

No desenvolvimento infantil a linguagem tem um papel fundamental por impactar nos processos cognitivos, na socialização e outros fatores que compõem o desenvolvimento das crianças até os cinco anos de idade. A literatura apresenta estudos que demonstram que a exposição à música, seja pela educação musical, seja pela musicoterapia pode oferecer suporte ao desenvolvimento de diferentes capacidades relacionadas ao uso da linguagem. O objetivo deste estudo foi verificar se um programa de intervenção musical altera o desempenho em linguagem de crianças bem pequenas. Participaram do estudo 13 crianças de 26 meses de idade (média) frequentadoras de uma creche de uma cidade do interior de São Paulo.  Utilizou-se um delineamento de avaliação contínua. As crianças foram avaliadas pelo Denver II e Inventário Portage Operacionalizado (IPO) (áreas de linguagem e cognição). Elas foram expostas a 12 sessões de intervenção musical com duração de 30 minutos cada, sendo reavaliadas pelo IPO após a intervenção. Houve incremento no desempenho das crianças na área de cognição de 38% e na área de linguagem de 22%. O programa de intervenção musical realizado contribuiu para estimular o desenvolvimento da linguagem dos participantes, sendo possível afirmar que crianças a partir de 24 meses podem beneficiar-se com a participação regular em atividades musicais dirigidas no que se refere ao desempenho em linguagem

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Biografia do Autor

Josiane Fernanda Covre, Universidade Federal de São Carlos

Doutoranda em Educação Especial na UFSCar (desde 2019). Mestre em Música pela UFG (2015). Especialista em Intervenção em Neuropediatria pela UFSCar (2012) e Educação Musical pela EMBAP (2010). Graduou-se em Licenciatura em Educação Musical pela UFSCar (2015) e Musicoterapia pela Faculdade de Artes do Paraná (2004). Atualmente é técnico em Música na UFSCar.

Ana Lúcia Rossito Aiello, Universidade Federal de São Carlos

`Possui graduação em Licenciatura em Psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras USP Ribeirão Preto (1979), graduação em Formação de Psicólogo pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras USP Ribeirão Preto (1979), mestrado em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos (1984) e doutorado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1995). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia do Ensino e da Aprendizagem, atuando principalmente nos seguintes temas: educação especial, autismo, família, mães com deficiência intelectual e intervenção precoce.

Maria Stella de Alcantara Gil, Universidade Federal de São Carlos

Professora Associada do Departamento de Psicologia, CECH/UFSCar, docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial. Licenciada e Psicóloga pelo Curso de Psicologia da PUCCamp, é mestre em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba, doutorou-se em Psicologia (Psicologia Experimental) na Universidade de São Paulo e fez estágios de pós-doutorado no E.K. Shriver Center for Mental Retardation/UMASSMED, na UFPE/UFPA/UNB. Coordena o Pró infância: II Programa de Promoção do Desenvolvimento e é membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia-Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino É associada plena e membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Psicologia; sócia fundadora da Associação Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento e associada à ABPMC. Dedica-se à investigação dirigida à população de crianças pequenas, com (deficiência visual e autismo) ou sem deficiência, nas áreas de Psicologia e da Educação Especial. Os temas de estudo em destaque são os procedimentos de ensino da fala e de seus requisitos (comportamento verbal), o desenvolvimento da função simbólica (aprendizagem relacional) e processos interativos educacionais.

Postado

20/06/2022

Como Citar

Efeitos de um programa de intervenção musical na linguagem de crianças bem pequenas. (2022). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4243

Série

Ciências Humanas

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