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AS INGERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS E O ANTÍDOTO FREIREANO: ARQUÉTIPOS DE RESISTÊNCIA EM TEMPOS DE NECROEDUCAÇÃO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2868

Palavras-chave:

necroeducação, necropolítica, educação libertadora

Resumo

Este artigo tem como objetivo promover a discussão e reflexão das ingerências governamentais no atual cenário brasileiro assolado em uma crise gerada pela COVID-19 que, no contexto educacional, tem restringido nosso fazer pedagógico e acentuado as desigualdades sociais entre os grupos invisibilizados. O estudo é norteado pelo conceito teórico-filosófico mbembeniano de necropolítica, ou seja, uma política centrada na produção da morte, cujo pressuposto consiste no poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer. A necroeducação, nessa mesma direção, implica educação de forma precária, acesso restrito, infraestrutura inadequada, ausência de recursos básicos no processo ensino-aprendizagem e, sobretudo, a promoção do descrédito nas Ciências Humanas, nosso lugar de fala, o que perpetua o silenciamento e as injustiças em todas as suas instâncias. Diante do quadro apresentado, recorremos ao aporte freireano a fim de prospectar ações docentes emancipadoras e libertadoras como antídoto para coibir as inúmeras ingerências governamentais que ressaltam a necroeducação. Como se mostra, trata-se de um estudo bibliográfico enviesado pela ótica qualitativa para leitura e interpretação dos dados advindos da mídia. Neste trabalho, a interlocução teórica permite-nos dizer que a educação para a morte se distancia quando entendemos a educação como um ato político e libertador; quando desenvolvemos práticas educativas que possibilitam ao educando pensar criticamente sobre o seu papel agentivo na busca de superar situações-limite e, na perspectiva freireana, projetar transformações no contexto escolar e extensões mostrando a todos que é possível e viável criar algo juntos a partir do inédito.

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Biografia do Autor

Francisco Estefogo , Universidade de Taubaté

Pós-doutor em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP. Diretor acadêmico da Cultura Inglesa Taubaté e professor do Programa de Mestrado em Linguística Aplicada da UNITAU. Pesquisador do programa DIGITMED Hiperconectando Brasil, da PUC-SP, líder do GEPLE (Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguagens Emancipatórias), vinculado à UNITAU e graduando em Filosofia pela Faculdade Dehoniana. Também é um dos líderes do A.PR.E.CI.E, Agentes Pesquisadores Promotores de Reflexão da Cultura Inglesa sobre Ensino-aprendizagem, afiliado à Faculdade Cultura Inglesa.

Valdite Fuga, Faculdade de Tecnologia Mogi das cruzes

Valdite Pereira Fuga é pós-doutoranda, doutora e mestre em Linguística Aplicada e

Estudos da Linguagem pela PUCSP. É graduada em Letras (Inglês e Português) e em

Matemática pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atualmente é professora do

Ensino Superior na Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes. É filiada ao Grupo de

Pesquisa Linguagem em Atividades no Contexto Escolar (LACE).

Daniela Vendramini, Universidade de Sorocaba

Daniela Vendramini-Zanella tem Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP e Metrado em Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso). Atualmente, é coordenadora e professora do curso de Letras (Português e Inglês e respectivas literaturas da Uniso. Afiliada ao Grupo de Pesquisa Linguagem em Contexto Escolar (LACE). Líder do grupo de pesquisa do diretório de pesquisa “Formação docente na perspectiva da TASHC e linguagem”.  Encontra-se em pós-doutoramento na PUC-SP.  CV: http://lattes.cnpq.br/5438619103724658

Postado

17/09/2021

Como Citar

AS INGERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS E O ANTÍDOTO FREIREANO: ARQUÉTIPOS DE RESISTÊNCIA EM TEMPOS DE NECROEDUCAÇÃO. (2021). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2868

Série

Ciências Humanas

Plaudit