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TENSÕES IDENTITÁRIAS: INSTRUMENTO TERMINOLÓGICO QUESTÃO RACIAL E FEMINISMO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2429

Palavras-chave:

Organização do Connhecimento, Identidade, Feminismo

Resumo

A construção de instrumentos terminológicos, para além da sua função de representação e organização de uma especialidade de conhecimento, é aqui apresentada como um referencial empírico para a identificação de práticas identitárias no momento em que se constituem como terminologias. Tomamos por referencial empírico um instrumento terminológico construído por feministas brasileiras, no final da década de 90 do século XX, o Tesauro para Estudos de Gênero e sobre Mulheres (TEG), apresentado pela pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Cristina Bruschini em 1998. Na década de 90, o TEG se propunha a ser o instrumento síntese de uma epistemologia crítica feminista. No entanto, os legados da escravidão no Brasil em termos de dominação racial e de gênero e as desigualdades da sociedade pós-abolição conduziram a experiências sociais diferentes para mulheres negras e brancas. Nesta comunicação, argumentamos que o instrumento terminológico construído neste processo evidencia a representação de um feminismo hegemônico, de classe média e branca, gestado no meio acadêmico, e que o mesmo torna o feminino nele definido como uma ideia universal sem explicitar qualquer conflito, ou a diversidade da práxis feminista no Brasil. Ancorada no pensamento de Foucault, quanto à compreensão de uma economia das relações de poder vislumbramos no Feminismo Negro uma forma de resistência aos diferentes tipos de poder evidenciadas pela imposição de um feminismo hegemônico. Esse confronto de estratégias entre o poder constituído e a resistência em nível da linguagem é aqui analisado por meio da luta das mulheres negras no campo do feminismo e que se distingue pela busca do empoderamento por meio da priorização de termos e conceitos que representem às especificidades da mulher negra.

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Biografia do Autor

Miriam Moraes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Professora Associada I, ligada ao Deptº de Processos Técnicos Documentais do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO e ao Programa de Pós-,Graduação em Biblioteconomia, possui doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG- (2005) e pós-doutorado (2011-2012) com participação no Projeto Ágora de Democracia Digital desenvolvido junto ao Programa de Pós-graduação em Informática da UNIRIO . Desenvolve trabalho de pesquisa sobre os temas Organização do Conhecimento em Modelos Colaborativos, Democracia Digital, Transparência e Administração Pública, Patrimônio e Memória Digital. Foi editora da revista científica IP- Informática Pública e atuou no Centro de Desenvolvimento e Estudos da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte- PRODABEL . Tem experiência nas áreas de Governo Eletrônico, Comunicação Social e Ciência da Informação, esta última com ênfase em Organização do Conhecimento. Possui graduação em Comunicação Social pela UFMG (1984)), especialização em Novas Tecnologias da Informação e Comunicação pela UNI-BH e mestrado em Ciência da Informação também pela UFMG (2000). Coordena o Grupo de Pesquisa Comunidades de Prática, Organização do Conhecimento e Inovação, cadastrado no DPq Unirio e Capes

Postado

10/06/2021

Como Citar

TENSÕES IDENTITÁRIAS: INSTRUMENTO TERMINOLÓGICO QUESTÃO RACIAL E FEMINISMO. (2021). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2429

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit