Loop patológico e ruptura da continuidade do cuidado na atenção primária: um estudo de métodos mistos no Chile
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18478Palavras-chave:
continuidade da assistência ao paciente, relações médico-paciente, comportamento de busca de informação, intelogência artificial, atenção primária à saúdeResumo
Trocar de médico e abandonar o tratamento indicado costumam ser analisados como problemas isolados, sem considerar que o ecossistema digital reconfigurou a autoridade clínica. Em um estudo de métodos mistos desenvolvido no Chile entre 2025 e 2026 com 350 pessoas que buscavam informações de saúde na internet, as duas rupturas não ocorreram por acaso: quando as pessoas recorrem a buscadores, redes sociais e inteligência artificial para orientar sua saúde, o afastamento do clínico e o abandono das indicações tendem a se encadear, embora não de forma simétrica, já que quem troca de médico costuma abandonar também o tratamento, enquanto o inverso é menos frequente. Essa coocorrência, proposta como síndrome de ruptura da continuidade do cuidado, manteve-se baixa até que o paciente começou a combinar indicações profissionais com critérios digitais; nesse limiar, aumentou de forma abrupta, até atingir uma em cada três pessoas nos estágios avançados. Os achados sugerem que, quando se enfraquece o vínculo que legitima o conselho médico, o tratamento tende a cair com ele
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