“A gente marca muito a vida desses alunos, querendo ou não”: Considerações sobre afetividade na formação de tradutores
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18304Palavras-chave:
Formação de tradutores, Análise textual-discursiva, Didática da tradução, AfetividadeResumo
Afiliado ao projeto de pesquisa <omitido> (CAAE número <omitido>), este metatexto tem por objetivo refletir sobre afetividade e ensino, em contextos de ensino superior, mais especificamente em contextos de formação de tradutores. Justificamos este trabalho por contribuir para as discussões sobre didática da tradução, uma área relativamente pouco explorada dentro dos Estudos da Tradução. A partir de um corpus composto por 10 entrevistas – com participantes que, ao longo dos últimos cinco anos, atuaram como docentes em, ao menos, uma disciplina que envolve atividades de prática de tradução de textos literários – realizamos uma análise textual discursiva (Moraes, 2003 e Moraes e Galiazzi, 2006), buscando compreender os processos de ensino/aprendizagem da tradução. Neste metatexto, analisamos o tema da afetividade no ensino por se tratar de um padrão de respostas identificado no corpus. Dentre os achados da pesquisa, ressaltamos que, embora apenas uma participante tenha verbalizado o termo ‘afetividade’ enquanto falava sobre suas práticas de ensino, em todas as narrativas identificamos elementos que nos permitem concluir que as participantes buscam construir ambientes de aprendizagem onde predomina o respeito entre educadoras e aprendentes, e onde as interações ocorrem de forma socialmente saudável.
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