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Letramentos críticos na escrita com Inteligência Artificial Generativa: práticas sociais, multilinguismo e legitimidade

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18298

Palavras-chave:

Letramentos críticos, Inteligência artificial generativa, Práticas de letramento, Multilinguismo, Legitimidade linguística

Resumo

Este ensaio teórico examina os letramentos críticos na escrita com inteligência artificial generativa em práticas educacionais multilíngues. Sustenta que elaborar um julgamento crítico, dispor de condições para discuti-lo e obter reconhecimento institucional são relações distintas, cuja articulação permite compreender o alcance da participação. Fundamentado nos Novos Estudos do Letramento e na perspectiva crítica de Hilary Janks, desenvolve uma análise bibliográfica e conceitual de contribuições sobre escrita assistida, avaliação e multilinguismo. Distingue disponibilidade tecnológica, reconhecimento institucional e legitimidade dos critérios de avaliação, evitando equiparar aceitação a criticidade. A contribuição proposta consiste em examinar situações nas quais um julgamento fundamentado encontra condições restritas de interlocução, bem como aquelas em que uma produção aceita permanece pouco examinada. Uma situação multilíngue hipotética acompanha a discussão das transformações textuais, das explicações geradas pelo sistema e das respostas institucionais às decisões do escritor. Conclui-se que as condições de reconhecimento afetam o exercício e o alcance da participação crítica, sem determinar a qualidade crítica de todo julgamento. O ensaio oferece questões analíticas para pesquisas futuras, sem apresentar dados empíricos próprios ou um instrumento de mensuração de competências.

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Biografia do Autor

Mauricio dos Santos Matos, Universidade de São Paulo

Sou Professor Associado da Universidade de São Paulo (USP), com mais de 26 anos de atuação na área de Educação no Ensino Superior. Entre 2002 e 2010, estive vinculado ao então Departamento de Psicologia e Educação e, desde 2010, ao Departamento de Educação, Informação e Comunicação (DEDIC) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).Minha inserção como docente na área de Educação ocorreu ainda durante o Doutorado em Ciências, quando ingressei na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) como professor de Ensino de Química, função que exerci por dois anos. Essa experiência, concomitante à pós-graduação, marcou minha transição da pesquisa em Ciências, especialmente em Físico-Química, para a pesquisa educacional, com ênfase no Ensino de Ciências e de Química. Anteriormente, lecionei Física e Química em escolas públicas da Educação Básica de Londrina, Cambé e do Distrito de Guaravera, no Paraná.Possuo Livre-Docência pela USP na área de Educação; Pós-Doutorado em Educação pela Universitat Autònoma de Barcelona, Espanha; Doutorado em Ciências, com estágio sanduíche na Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica, em parceria com a USP; e Mestrado em Ciências pelo Instituto de Química de São Carlos da USP. Minha formação também inclui experiência discente, iniciada em 2006, em curso de graduação em Pedagogia na modalidade a distância, proporcionando contato direto com metodologias, recursos e processos de aprendizagem próprios da EaD. Realizei, ainda, formação complementar em Neurociência pela Harvard University, em 2021.Sou orientador pleno no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências da USP, avaliado com nota 6 pela CAPES, e no Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI). Possuo 60 orientações de pós-graduação concluídas e três em andamento. Entre 2021 e 2024, orientei dez pesquisas sobre Educação a Distância, vinculadas a trabalhos de conclusão de curso de pós-graduandos da USP, UNESP e UNICAMP que atuavam como facilitadores em cursos de graduação da UNIVESP.Sou líder do Grupo de Pesquisa Ciência, Tecnologia e Ambiente da USP e atuei como editor responsável por diversos números do periódico Pesquisa em Educação Ambiental, nas versões impressa (ISSN 1980-1165) e on-line (ISSN 2177-580X). De 2019 a 2024, fui supervisor da área de Educação no Programa de Cooperação de Formação Didático-Pedagógica USP/UNIVESP. Em 2022, integrei o Conselho Científico da Fundação de Apoio às Ciências Humanas, Exatas e Naturais. Também fui consultor do Ministério da Educação no Programa Pró-Licenciatura, relacionado à oferta semipresencial de cursos de licenciatura.Na gestão universitária, integro o Conselho de Pós-Graduação do PROFQUI, o Conselho do DEDIC e a Comissão Coordenadora do Curso de Bacharelado e Licenciatura em Química da FFCLRP-USP. Coordenei o Núcleo de Apoio aos Estudos da Graduação da USP (NAEG), no campus Butantã, e atuei como Assistente Técnico de Direção IV no Gabinete da Pró-Reitoria de Graduação. Nesse contexto, participei de comissões e projetos relacionados à Graduação, incluindo a revisão e proposição de mudanças no Vestibular da FUVEST, a elaboração do projeto político-pedagógico do primeiro curso de graduação a distância da USP e a estruturação do aprendizado eletrônico na Universidade.Na extensão universitária, supervisiono, anual e ininterruptamente, dezenas de minicursos destinados a escolas da Educação Básica de Ribeirão Preto e região. Como coordenador do Centro de Ensino Integrado de Química (CEIQ), idealizei e coordenei as duas primeiras edições da Olimpíada Regional de Química.Meus projetos de pesquisa atuais abordam as relações entre Tecnologia, Educação Ambiental e Educação, especialmente no Ensino de Ciências, em diferentes contextos formativos e investigativos, incluindo a EaD

Enviado

05/10/2026

Postado

13/10/2026

Como Citar

Letramentos críticos na escrita com Inteligência Artificial Generativa: práticas sociais, multilinguismo e legitimidade. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18298

Série

Linguística, letras e artes

Avaliações

PREreview
23 Oct 2026
Julian Rodriguez, Jr.

This Zenodo record is a permanently preserved version of a PREreview. You can view the complete PREreview at https://prereview.org/reviews/23596280.

PREreview of "Literacidades críticas en la escritura con inteligencia artificial generativa: prácticas sociales, multilingüismo y legitimidad"

Preprint DOI: 10.1590/scielopreprints.18298

Author: Mauricio dos Santos Matos (SciELO Preprints, Oct 2026)

Reviewer: Julian Rodriguez, Jr. (Royal Economic Society / Royal Society of Arts)

What the Paper Gets Right

Matos offers an important conceptual correction to how institutions evaluate AI-assisted writing in multilingual environments. Most educational and policy frameworks make a flawed assumption: they equate institutional acceptance of an AI-assisted text with critical evaluation.

Grounding his analysis in New Literacy Studies and Hilary Janks' critical framework, Matos breaks this down into three distinct layers:

  1. Technological Availability: Having access to generative AI systems.

  2. Institutional Recognition: Whether an institution accepts or approves the output.

  3. Legitimacy of Evaluation Criteria: Whether the standards used to evaluate the work are actually critical and transparent.

The paper's key contribution is highlighting the gap between superficial acceptance and genuine critical understanding—specifically showing how standardized AI text often gets rubber-stamped simply because it fits expected institutional formatting.

Strategic Clarification: Tool Use vs. Epistemic Opacity

To maximize its policy impact prior to journal publication, the manuscript should sharpen its critique regarding why unexamined AI writing creates institutional risk:

  1. The Core Risk is Opacity, Not AI Assistance:

    The danger in AI-assisted writing is not the technology itself—generative systems are powerful tools for structuring complex thought. The risk arises when operators and evaluators treat the output as a black box, using AI without understanding the system's underlying reasoning or data transformations. When institutions accept outputs without visibility into these intermediate states, they induce algorithmic deference. As demonstrated in frameworks on regulatory friction and behavioral collapse (Rodriguez, 2026; The Zero-Defect Paradox), this creates systemic compliance traps where polished, AI-generated formatting masks unverified or flawed core assumptions.

  2. Multilingual Synthesis vs. Algorithmic Flattening:

    In multilingual settings, AI tools can significantly lower language barriers for non-native writers. However, because dominant LLMs are trained primarily on Anglo-American stylistic norms, uncritical adoption can subtly overwrite regional rhetorical nuances. The goal should not be restricting AI use, but ensuring writers retain explicit control over the system's translation and synthesis logic.

Final Take

A valuable theoretical framework that separates mere tool availability from meaningful institutional evaluation. It provides a strong foundation for auditing AI integration, provided the author clarifies that the core objective is eliminating opacity—ensuring humans understand and control what the AI is generating—rather than discouraging AI assistance itself.

Sources & References

  • Matos, M. dos S. (2026). Literacidades críticas en la escritura con inteligencia artificial generativa: prácticas sociales, multilingüismo y legitimidad. SciELO Preprints. DOI: 10.1590/scielopreprints.18298.

  • Rodriguez, J., Jr. (2026). The Zero-Defect Paradox: Behavioral Collapse and the Residual Cost of Systemic Friction in Regulatory Environments. ResearchGate / Zenodo.

Competing interests

The author declares that they have no competing interests.

Use of Artificial Intelligence (AI)

The author declares that they used generative AI to come up with new ideas for their review.

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito