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“Eles ficam se zoando”: juventudes, racismo e produção cotidiana de desigualdades na escola

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  • Raquel Mendes Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-5216-2288
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  • Rafael Straforini Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-6122-3297
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18289

Palavras-chave:

educação, juventude, racismo, interseccionalidade, cotidiano escolar

Resumo

Este artigo analisa como jovens do Ensino Médio significam situações de racismo e outras formas de preconceito no cotidiano escolar, tomando a expressão “na zoeira” como chave para compreender processos de banalização, silenciamento e reprodução de desigualdades. O estudo resulta de recorte de etapa empírica de pesquisa de doutorado realizada entre abril e setembro de 2025 em uma turma de 1º ano do Ensino Médio de escola pública estadual de Campinas (SP), vinculada ao Programa de Ensino Integral. De abordagem qualitativa e orientada pela pesquisa-ação, mobilizou observação participante, diário de campo, questionário, intervenções pedagógicas e entrevistas semiestruturadas. O artigo concentra-se nas narrativas de dez estudantes, articuladas a registros do cotidiano escolar e dialoga com estudos sobre juventudes, culturas juvenis, racismo recreativo, violências escolares e interseccionalidade. Os resultados indicam três movimentos combinados: a conversão do preconceito em “brincadeira”, o silenciamento expresso em formulações como “passa batido” e a fragilidade das respostas institucionais, sintetizada em “não dá para provar”. Mostram ainda que raça, gênero e sexualidade se entrelaçam na produção de hierarquias e formas diferenciadas de reconhecimento. Conclui-se que ouvir as juventudes permite tornar visíveis violências naturalizadas e recolocar a escola diante de sua responsabilidade pedagógica na construção de práticas antirracistas e democráticas.

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Biografia do Autor

Raquel Mendes, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Professora da Faculdade de Geografia da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), campus de Xinguara. Doutora em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com estágios de pesquisa no Departamento de Geografia da Rutgers, The State University of New Jersey, nos Estados Unidos, e no Departamento de Estudios Pedagógicos da Universidad de Chile, em Santiago do Chile. Mestra em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e licenciada em Geografia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Rafael Straforini, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) desde 2012, onde se tornou Livre-Docente em 2021. Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Educação Aplicada às Geociências pela UNICAMP e bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Rio Claro.

Enviado

03/10/2026

Postado

07/10/2026

Como Citar

“Eles ficam se zoando”: juventudes, racismo e produção cotidiana de desigualdades na escola. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18289

Série

Educação em Revista

Dados de financiamento

Plaudit

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