Mortalidade por suicídio na Nicarágua, 2018–2025: distribuição por sexo, idade e território
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18259Palavras-chave:
suicídio, mortalidade, epidemiologiaResumo
Introdução: A Nicarágua não dispõe de uma fonte oficial única que publique, de forma contínua, a mortalidade por suicídio desagregada por sexo, idade e território. Objetivo: Descrever a mortalidade por suicídio registrada entre 2018 e 2025, testar sua distribuição por sexo em 2020, calcular taxas departamentais com intervalos de confiança e comparar três fontes de dados. Métodos: Estudo ecológico, observacional e retrospectivo, com dados secundários oficiais (Ministério da Saúde, Polícia Nacional, Instituto Nacional de Informação de Desenvolvimento, Divisão de População das Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde). Aplicou-se o teste qui-quadrado de aderência (H0: paridade) aos 324 casos de 2020 com sexo especificado, com análise de sensibilidade para 20 casos sem sexo registrado. Calcularam-se taxas brutas por 100.000 habitantes com intervalos de confiança (IC) de Poisson de 95%, além de razões de taxas em relação ao restante do país. Resultados: Entre 2018 e 2022, foram registrados entre 330 e 426 óbitos anuais (401 em 2025; sem dados comparáveis para 2023–2024). As taxas nacionais foram de 5,33 (2021) e 5,77 (2025) por 100.000. Em 2020, registraram-se 273 homens e 51 mulheres (razão 5,4:1; χ² = 152,11; p < 0,0001), conclusão robusta à análise de sensibilidade (razão entre 3,8 e 5,7). No total, 66,3% dos casos tinham entre 18 e 45 anos. Madriz apresentou a taxa mais alta (13,73 por 100.000; IC 95%: 8,80–20,44; razão de taxas em relação ao restante do país 2,76; IC 95%: 1,74–4,18); Manágua, com o maior número absoluto, ficou próxima da média nacional (5,69). O Ministério da Saúde e a Polícia Nacional diferiram em 4,2% em 2020, e a estimativa da OMS foi 27,0% e 30,0% inferior a ambos os registros, respectivamente. Conclusões: Os registros disponíveis mostram predominância masculina marcante, maior número de casos entre 18 e 45 anos e maior risco relativo em Madriz e Matagalpa. Esses achados são ecológicos, baseiam-se em taxas brutas de um único ano e devem ser lidos junto com a descontinuidade e a heterogeneidade das fontes oficiais.
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