Conhecimentos e crenças de profissionais da educação sobre o abuso sexual contra crianças
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18121Palavras-chave:
abuso sexual infantil, crenças, professoresResumo
A atuação de profissionais da educação na prevenção, identificação e encaminhamento de situações de abuso sexual contra crianças depende, em parte, dos conhecimentos e crenças que possuem acerca do fenômeno. Este estudo, de delineamento transversal e abordagem quantitativa, teve como objetivo analisar os conhecimentos e as crenças de profissionais da educação sobre o abuso sexual contra crianças, identificando domínios de maior vulnerabilidade formativa e examinando sua associação com características sociodemográficas e profissionais. Participaram 258 profissionais da educação atuantes no Ensino Fundamental em escolas brasileiras públicas e privadas. Os participantes responderam, em formato on-line, ao Questionário de Conhecimentos e Crenças sobre o Abuso Sexual contra Crianças (QCCAS). Foram realizadas análises descritivas, comparações entre fatores, testes de associação e modelos lineares gerais ajustados. Os resultados indicaram maior alinhamento no reconhecimento de práticas sexualmente abusivas e níveis moderados de conhecimentos sobre o abuso sexual contra crianças. Entre os fatores avaliados, o domínio relativo às respostas da criança diante do abuso sexual apresentou os escores mais elevados, enquanto a percepção sobre identificação do abuso sexual e de suas evidências apresentou os escores mais baixos. Gênero, idade, tempo de atuação e rendimento médio associaram-se a diferentes domínios do QCCAS. Os achados evidenciam lacunas específicas, sobretudo na identificação do abuso e na interpretação de evidências, e oferecem informações para o planejamento de ações de formação inicial e continuada em contexto escolar.
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- Os dados individuais desta pesquisa não serão disponibilizados publicamente em razão dos compromissos de confidencialidade e anonimização assumidos com os participantes no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A pesquisa aborda conhecimentos e crenças de profissionais da educação acerca do abuso sexual de crianças, envolvendo informações potencialmente sensíveis. Dessa forma, a disponibilização pública da base de dados individual, ainda que anonimizada, poderia ampliar o risco de identificação indireta dos participantes. A restrição à disponibilização pública dos dados está, portanto, relacionada às condições éticas estabelecidas para a realização da pesquisa e à proteção da confidencialidade dos participantes.


