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Racismo, Envelhecimento e Sofrimento Psicológico Autorrelatado entre Mulheres Negras em Posições de Liderança

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18055

Palavras-chave:

Mulheres Negras, Envelhecimento, Discriminação no Trabalho

Resumo

Este estudo foi motivado pela complexidade do envelhecimento populacional no Brasil e pelos desafios interseccionais de racismo, sexismo e etarismo enfrentados por mulheres negras líderes. O objetivo geral foi analisar a associação entre experiências de discriminação racial e profissional e a prevalência de ansiedade e/ou depressão, considerando a idade como dimensão relevante do processo de envelhecimento. A hipótese central sugeriu que mulheres negras em liderança com experiências de exclusão racial no trabalho apresentariam maior sofrimento psíquico autorreferido, com atenção especial às faixas etárias de 30 a 49 anos, nas quais se concentrou a maior parte dos relatos de invisibilidade profissional. A metodologia empregada foi quantitativa e transversal com análises estatísticas descritivas. As variáveis incluíram faixa etária, raça, autorrelato de invisibilidade profissional e diagnóstico mental de ansiedade/depressão (dependente). Os resultados revelaram uma significativa invisibilidade profissional entre mulheres negras, com predominância numérica em mulheres pretas, especialmente entre 30 e 49 anos; entre mulheres pardas, os percentuais devem ser interpretados com cautela em razão do menor tamanho amostral. A invisibilidade profissional revelou-se um fenômeno transversal, presente tanto entre participantes com diagnósticos clínicos quanto entre aquelas sem registro de transtorno mental formal. Esse achado sugere que o apagamento interpessoal e institucional opera como um estressor psicossocial constante. As considerações finais reforçam que o racismo e o sexismo impactam profundamente a saúde mental dessas líderes, sublinhando a urgência de políticas públicas e corporativas eficazes.

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Biografia do Autor

Cristiane Almeida Lisboa, Universidade de São Paulo

  • Doutoranda na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Mestre em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Bacharel em Administração de Empresas e em Gestão Financeira. Especialista em Gestão de Projetos e Metodologias Ágeis e em Docência no Ensino Superior.

Adriana Capuano de Oliveira, Universidade Federal do ABC

  • Graduada em Ciências Sociais (1993) e Licenciada em Ciências Sociais (2000) pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Sociologia (1997) e Doutora em Sociologia (2004) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Priscila Larcher Longo, Universidade São Judas Tadeu

Docente e Pesquisadora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu

Rodrigo Jorge Salles, Universidade São Judas Tadeu

Docente e Pesquisador permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu 

Enviado

13/09/2026

Postado

18/09/2026

Como Citar

Racismo, Envelhecimento e Sofrimento Psicológico Autorrelatado entre Mulheres Negras em Posições de Liderança. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18055

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito