Da violência simbólica à sociedade do cansaço: repensando a escolarização e a educação crítica a partir de Bourdieu, Byung-Chul Han e Paulo Freire
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18001Palavras-chave:
Práxis Pedagógica, Violência Simbólica, Sociedade do Cansaço, Plataformização, Paulo Freire, Formação CríticaResumo
PROBLEMA: A escola pública contemporânea enfrenta um cenário de sobrecarga estrutural e precarização do trabalho docente, intensificado pela plataformização e pela cobrança contínua por métricas de desempenho. OBJETIVO: Analisar como os conceitos de violência simbólica (Pierre Bourdieu) e sociedade do cansaço (Byung-Chul Han) se articulam no cotidiano escolar, propondo a pedagogia crítica de Paulo Freire como horizonte de resistência e emancipação. MÉTODO: Pesquisa bibliográfico-documental de caráter analítico-crítico, fundamentada nas obras centrais de Bourdieu, Han e Freire, correlacionando os aportes teóricos aos desafios da gestão pedagógica na educação básica pública, com foco específico nas disciplinas de Filosofia e Educação Física. RESULTADOS: Identifica-se que a plataformização atua como mecanismo contemporâneo de violência simbólica e autoexploração, convertendo a prática pedagógica em mero cumprimento burocrático de metas algorítmicas e esvaziando a dimensão reflexiva do ato de ensinar. CONTRIBUIÇÃO: O estudo oferece subsídios conceituais e proposições práticas para defender a autonomia docente e a construção de espaços escolares voltados ao diálogo libertador e à formação crítica.
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