A TRANSFORMAÇÀO DA AUTORIDADE FEMININA NO PENTECOSTALISMO: DE AZUSA ÀS ASSEMBLEIAS DE DEUS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17899Palavras-chave:
Pentecostalismo, Gênero, transnacionalidade, raça, mulheres, corporeidadeResumo
Esta pesquisa investiga a participação feminina na formação transnacional do pentecostalismo, questionando narrativas que privilegiam trajetórias masculinas e origens institucionais na construção do pentecostalismo brasileiro. A partir de uma abordagem histórica e documental, analisa a atuação de mulheres no Avivamento da Rua Azusa e nas redes pentecostais norte-americanas que precedem e acompanham a chegada do movimento ao Brasil, com atenção às assembleias de deus. O estudo articula gênero, raça e corporeidade para examinar como práticas femininas de pregação, oração, testemunho, música e liderança constituíram formas de autoridade religiosa e, posteriormente, foram reguladas ou marginalizadas no processo de institucionalização. Dialogando com Anthea Butler, Angela Davis, Lelia Gonzalez, argumenta-se que a institucionalização não apenas reorganizou hierarquias religiosas, como também produziu disputas sobre as quais corpos e formas de autoridade poderiam ser reconhecidos como legítimos. Assim, o trabalho propõe compreender a formação do pentecostalismo brasileiro a partir das redes femininas que sua memória institucional frequentemente obscurece.
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