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Viração ou sevirolo­gia? o trabalho e a cultura urbana entre o pragmatismo e a reflexividade

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17802

Palavras-chave:

viração, periferias urbanas, pragmatismo, reflexividade, empreendedorismo

Resumo

O termo “viração”, formulado pela primeira vez por Maria Filomena Gregori em seu clássico estudo sobre meninos de rua na década de 1990, se tornou um lugar comum a sociologia urbana e do trabalho no Brasil. O uso corrente do termo, contudo, tem perdido o sentido original pretendido por Gregori e corre o risco de perder seu potencial explicativo. Além disso, ao transpor o termo sem as devidas mediações de uma realidade de crianças em situação de rua, sem grandes perspectivas além da sobrevivência, para famílias de trabalhadores (e em muitos casos “empreendedores”) das periferias urbanas, perde-se o elemento fundamental da reflexividade e dos projetos de vida em torno de mobilidade social. Como alternativa, discuto a noção de “sevirologia” categoria nativa de algumas de minhas interlocutoras e originário de movimentos culturais periféricos. O termo busca recuperar a dimensão reflexiva presente nas formas de "se virar" entre moradores de periferias urbanas.

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Biografia do Autor

Leonardo de Oliveira Fontes, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Leonardo de Oliveira Fontes é professor do Departamento de Sociologia da Unicamp e pesquisador do Núcleo de Etnografias Urbanas do Cebrap. É doutor em sociologia pelo IESP-UERJ e fez pós-doutorado no IPP-Cebrap e na London School of Economics and Political Science (LSE).

Enviado

01/09/2026

Postado

02/09/2026

Como Citar

Viração ou sevirolo­gia? o trabalho e a cultura urbana entre o pragmatismo e a reflexividade. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17802

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito