Viração ou sevirologia? o trabalho e a cultura urbana entre o pragmatismo e a reflexividade
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17802Palavras-chave:
viração, periferias urbanas, pragmatismo, reflexividade, empreendedorismoResumo
O termo “viração”, formulado pela primeira vez por Maria Filomena Gregori em seu clássico estudo sobre meninos de rua na década de 1990, se tornou um lugar comum a sociologia urbana e do trabalho no Brasil. O uso corrente do termo, contudo, tem perdido o sentido original pretendido por Gregori e corre o risco de perder seu potencial explicativo. Além disso, ao transpor o termo sem as devidas mediações de uma realidade de crianças em situação de rua, sem grandes perspectivas além da sobrevivência, para famílias de trabalhadores (e em muitos casos “empreendedores”) das periferias urbanas, perde-se o elemento fundamental da reflexividade e dos projetos de vida em torno de mobilidade social. Como alternativa, discuto a noção de “sevirologia” categoria nativa de algumas de minhas interlocutoras e originário de movimentos culturais periféricos. O termo busca recuperar a dimensão reflexiva presente nas formas de "se virar" entre moradores de periferias urbanas.
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Dados de financiamento
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Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e Extensão, Universidade Estadual de Campinas
Números do Financiamento 2475/24 -
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Números do Financiamento 312706/2026-0
Plaudit
Declaração de dados
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Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


