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A institucionalização dos estudos étnicos-raciais na UFABC: formação crítica, feminismo negro e disputas curriculares

article.authors6ab0558536318

  • Luana Maria de Lima Oliveira Universidade Federal do ABC image/svg+xml https://orcid.org/0009-0007-6690-3551
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  • Yarlenis Ileinis Mestre Malfrán Universidade Federal do ABC image/svg+xml https://orcid.org/0000-0003-1923-4811
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  • Regimeire Oliveira Maciel Universidade Federal do ABC image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-9209-4902
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17704

Palavras-chave:

estudos étnico-raciais, educação antirracista, feminismo negro, ensino superior, universidade pública

Resumo

Este trabalho analisa a experiência da disciplina obrigatória “Estudos étnico-raciais” na Universidade Federal do ABC (UFABC), destacando-a como uma iniciativa ainda pouco comum no ensino superior brasileiro. Inserida na estrutura curricular dos Bacharelados e Licenciaturas Interdisciplinares, a disciplina expressa uma aposta institucional na formação crítica para o enfrentamento do racismo estrutural e na ampliação do debate sobre relações raciais para diferentes áreas do conhecimento. O estudo discute como a obrigatoriedade curricular contribui para qualificar a formação antirracista, possibilitando que estudantes estabeleçam interlocuções entre raça, classe, gênero, ciência e produção do conhecimento. Argumenta-se que a inserção da temática de forma transversal e obrigatória amplia seu alcance para além de espaços acadêmicos especializados, produzindo efeitos na formação ética, política e profissional do corpo discente. Nesse percurso, o feminismo negro é mobilizado como eixo teórico e metodológico para aprofundar as discussões desenvolvidas na disciplina.. Por fim, o trabalho discute a importância de políticas institucionais que ampliem a presença de docentes negros/as com formação específica em estudos étnico-raciais. Sustenta-se que a consolidação de currículos antirracistas requer não apenas a existência formal da disciplina, mas também condições institucionais que assegurem sua continuidade, especialização docente e diversidade racial no corpo universitário.

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Biografia do Autor

Luana Maria de Lima Oliveira, Universidade Federal do ABC

Doutoranda e mestre em Economia Política Mundial pela UFABC. Integra o NEAB – Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros e o FIRMINA – Grupo de Estudos sobre Raça e Gênero

Yarlenis Ileinis Mestre Malfrán, Universidade Federal do ABC

Professora do Bacharelado em Relações Internacionais da UFABC e Coordenadora Adjunta do NEG – Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia. Integra o NEAB – Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros.

Regimeire Oliveira Maciel, Universidade Federal do ABC

Professora no Bacharelado em Políticas Públicas e na Pós-Graduação em Economia Política Mundial da UFABC. Integra o NEG, o NEAB – Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros, e coordena o FIRMINA – Grupo de Estudos sobre Raça e Gênero.

Enviado

28/08/2026

Postado

02/09/2026

Como Citar

A institucionalização dos estudos étnicos-raciais na UFABC: formação crítica, feminismo negro e disputas curriculares. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17704

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito