A institucionalização dos estudos étnicos-raciais na UFABC: formação crítica, feminismo negro e disputas curriculares
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17704Keywords:
estudos étnico-raciais, educação antirracista, feminismo negro, ensino superior, universidade públicaResumen
Este trabalho analisa a experiência da disciplina obrigatória “Estudos étnico-raciais” na Universidade Federal do ABC (UFABC), destacando-a como uma iniciativa ainda pouco comum no ensino superior brasileiro. Inserida na estrutura curricular dos Bacharelados e Licenciaturas Interdisciplinares, a disciplina expressa uma aposta institucional na formação crítica para o enfrentamento do racismo estrutural e na ampliação do debate sobre relações raciais para diferentes áreas do conhecimento. O estudo discute como a obrigatoriedade curricular contribui para qualificar a formação antirracista, possibilitando que estudantes estabeleçam interlocuções entre raça, classe, gênero, ciência e produção do conhecimento. Argumenta-se que a inserção da temática de forma transversal e obrigatória amplia seu alcance para além de espaços acadêmicos especializados, produzindo efeitos na formação ética, política e profissional do corpo discente. Nesse percurso, o feminismo negro é mobilizado como eixo teórico e metodológico para aprofundar as discussões desenvolvidas na disciplina.. Por fim, o trabalho discute a importância de políticas institucionais que ampliem a presença de docentes negros/as com formação específica em estudos étnico-raciais. Sustenta-se que a consolidação de currículos antirracistas requer não apenas a existência formal da disciplina, mas também condições institucionais que assegurem sua continuidade, especialização docente e diversidade racial no corpo universitário.
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Derechos de autor 2026 Luana Maria de Lima Oliveira, Yarlenis Ileinis Mestre Malfrán, Regimeire Oliveira Maciel

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