A fábula de uma queda: mímesis e narração em Eram seis assinalados¸ de Lindanor Celina
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202628e20261156Palavras-chave:
Lindanor Celina, Eram seis assinalados, Mímesis, Narração, MemóriaResumo
Estuda-se o romance de Lindanor Celina, Eram seis assinalados, de 1994, que encerra a trajetória cíclica da protagonista Irene, com o objetivo de observar como se apresenta a relação entre mímesis e narração, e como esses conceitos se vinculam às dimensões, decisivas nesse livro, do tempo e da memória. Para isso, utiliza-se uma interpretação baseada no ensaio e fundamentada em autores que tratam desses temas, como Paul Ricoeur, Aristóteles e Walter Benjamin. Demonstra-se que, nessa escrita, os topoi da mímesis e da narração, por meio dos quais tanto o tempo como a memória são representados, são apresentados através do estatuto da intriga, do conflito de tempos e memórias e de uma estilística teatralizada. Com essa configuração, a obra expõe uma experiência literária que, tematicamente e formalmente, dá os fundamentos de sua relevância e, por conseguinte, de seu estudo. Temos uma fábula de uma queda familiar e existencial, que traz ao palco as dimensões memorialísticas e temporais como elementos essenciais à encenação narrativa.
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