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Burocracia de médio escalão e resultados institucionais: evidências dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia

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DOI:

https://doi.org/10.1590/0034-761220250360

Palavras-chave:

burocracia de médio escalão, capacidades estatais, institutos federais, políticas públicas, emendas parlamentares

Resumo

Este artigo investiga se e em que medida atributos dos burocratas de médio escalão (BMEs), compreendidos como expressões de capacidades estatais no plano individual, estão associados a resultados institucionais dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs). A pergunta central da pesquisa é se características e práticas dos diretores-gerais influenciam: (a) a oferta do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) e (b) a captação de emendas parlamentares, entendida como indicador da capacidade de articulação político-institucional voltada para a ampliação de investimentos nos campi. Trata-se de um estudo quantitativo, de abrangência nacional, com dados coletados em 2024, por meio de questionários aplicados a 224 diretores-gerais – correspondentes a 37,3% da população-alvo –, que abrangeram todos os 38 IFs. A base empírica foi complementada por dados secundários oriundos da Plataforma Nilo Peçanha e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. As análises empregaram modelos de regressão logística binária múltipla. Os resultados indicam que atributos individuais dos BMEs, como estilo decisório, participação em redes institucionais, iniciativa de articulação com parlamentares e nível de conhecimento, estão estatisticamente associados à maior probabilidade tanto de proposição de cursos vinculados ao PROEJA quanto de captação de emendas parlamentares. Os achados reforçam a relevância dos BMEs como atores estratégicos de ativação de capacidade estatal, evidenciando que os resultados das políticas públicas não dependem exclusivamente de fatores estruturais ou de decisões do alto escalão.

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Biografia do Autor

Júlio Korzekwa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense

Doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Gestor Público no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul).

Marília Patta Ramos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Sociologia pela Purdue University; professora Titular no departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Luciana Pazini Papi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Torcuato Di Tella; professora adjunta do departamento de Ciências Administrativas e do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Enviado

26/08/2026

Postado

27/08/2026

Como Citar

Burocracia de médio escalão e resultados institucionais: evidências dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/0034-761220250360

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito