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Deficiência, raça e gênero na pós-graduação brasileira: invisibilidade interseccional e limites das políticas de inclusão

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17428

Palavras-chave:

educação inclusiva, ensino superior, deficiência, interseccionalidade, políticas educacionais

Resumo

A ampliação do acesso à pós-graduação brasileira, impulsionada por políticas de ações afirmativas, ampliou a diversidade do perfil discente, mas ainda coexistem lacunas analíticas que dificultam compreender como diferentes marcadores sociais atravessam as trajetórias acadêmicas. Este artigo analisa, à luz da interseccionalidade, a presença de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades ou superdotação, público da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (2025), bem como de estudantes com transtornos específicos da aprendizagem na pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tomada como referência empírica para refletir sobre questões estruturais do ensino superior brasileiro. Fundamentado na interseccionalidade, no modelo social da deficiência, na colonialidade do poder e nos estudos críticos do feminismo negro, o estudo adota abordagem qualitativa, documental e analítico-interpretativa, com base em dados institucionais públicos produzidos entre 2021 e 2025. Os resultados demonstram que a deficiência, quando analisada de forma isolada, obscurece desigualdades produzidas pela articulação entre raça, gênero, identidade de gênero e território, evidenciando a sub-representação de estudantes negros, indígenas, trans e não binários no interior do próprio grupo de pessoas com deficiência. Conclui-se que políticas institucionais orientadas por categorias únicas tendem a reproduzir desigualdades históricas, reforçando a necessidade de incorporar a interseccionalidade como princípio estruturante da formulação, implementação e avaliação das políticas de inclusão. Ao operacionalizar o conceito de invisibilidade interseccional no contexto da pós-graduação brasileira, o estudo oferece uma contribuição analítica para o debate internacional sobre inclusão e equidade no ensino superior.

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Enviado

13/08/2026

Postado

27/08/2026

Como Citar

Deficiência, raça e gênero na pós-graduação brasileira: invisibilidade interseccional e limites das políticas de inclusão. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17428

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito