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Por uma Bioética Transfeminista, Itinerários Terapêuticos e Desconstrução da Colonialidade

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  • Raphaela Maria Ribeiro da Silva Universidade Federal Fluminense image/svg+xml https://orcid.org/0009-0001-5062-217X
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16858

Palavras-chave:

colonialidade, cuidado, ecologia política da saúde, bioética transfeminista, itinerários terapêuticos

Resumo

Este ensaio propõe uma inflexão transfeminista para a bioética contemporânea, articulando itinerários terapêuticos e desconstrução da colonialidade como eixos de uma epistemologia insurgente. Argumenta que a bioética hegemônica, ao operar sob regimes cisheteronormativos e coloniais de valoração da vida, produz corpos dissidentes como excesso, contaminação ou descarte. Em diálogo com as perspectivas de Mel Y. Chen, Abigail Campos Leal, Nat Raha, Mijke van der Drift e com a literatura antropológica sobre itinerários terapêuticos, elabora o cuidado como prática situada de composição da vida forjada na precariedade, no improviso e em percursos que escapam à lógica biomédica hegemônica. Sustenta que uma bioética transfeminista opera por desconstrução da colonialidade: recusa as categorias centrais do saber moderno para produzir conhecimento desde as fraturas coloniais e desde práticas situadas de sobrevivência. A bioética transfeminista, assim, convoca-nos a repensar a vida, o cuidado e a saúde desde os percursos fragmentários e inventivos que corpos dissidentes constroem para persistir.

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Biografia do Autor

Raphaela Maria Ribeiro da Silva, Universidade Federal Fluminense

Professora e pesquisadora. Doutora (2025) em Ciências da Saúde (Sociais e Humanas) pelo Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ), com estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC). Mestra (2020) em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e graduada (2017) em Estudos Culturais e Mídia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente colabora com o Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT/UFF), desenvolvendo atividades de docência e orientação de mestrado. Sua pesquisa situa-se na interface entre Saúde Coletiva, Ciências Humanas e Sociais, antropologia, estudos decoloniais e teoria crítica, com ênfase nos itinerários terapêuticos, políticas do cuidado, territorialidades, populações trans e travestis, precarização da vida, gênero e sexualidade, racismo, colonialidade e epistemologias dissidentes. Também desenvolve investigações sobre comunicação, cultura, filosofia contemporânea e estudos cuír, articulando essas perspectivas aos debates sobre justiça social e produção da vida. É coordenadora da NJILA Coletiva de Estudos e Pesquisas Cuír em Dissidências, Gênero e Sexualidades. Integra o Grupo de Pesquisa em Governamentalidade e Biopolítica, vinculado ao PPGBIOS/IMS-UERJ; o Grupo de Estudos Negritudes e Transgressões Epistêmicas (GENTE), da Faculdade de Formação de Professores da UERJ (FFP-UERJ); e o Laboratório de Estudos em Cultura e Religiosidades (LECRE), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT/UFF).

Enviado

10/07/2026

Postado

28/07/2026

Como Citar

Por uma Bioética Transfeminista, Itinerários Terapêuticos e Desconstrução da Colonialidade. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16858

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito