Preprint / Versão 2

Aborto social: processo de interrupções institucionais da formação humana

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16857

Palavras-chave:

Aborto social, formação humana, instituições, possibilidades, horizontes de futuro

Resumo

RESUMO

Este ensaio teórico reconstrói o conceito de aborto social para analisar processos institucionais que interrompem dimensões da formação humana e restringem possibilidades de existência. A expressão “aborto social” já circula em outros domínios; a contribuição proposta não é lexical, mas conceitual e situada. Por meio de revisão bibliográfica seletiva e construção de conceito orientada por contraste, o artigo delimita a categoria em relação à exclusão social, à necropolítica, à morte social, ao biopoder e à violência simbólica. Define-se aborto social como um processo institucionalmente produzido, cumulativo, assimetricamente distribuído e evitável pelo qual capacidades de compreender, pertencer, ser reconhecido, participar e projetar a própria existência são tornadas substantivamente inviáveis antes de se consolidarem, mesmo quando persistem a vida biológica, a cidadania e vínculos institucionais formais. A categoria não estabelece equivalência biológica, moral ou jurídica com a interrupção de uma gestação. Seu valor analítico depende de cinco critérios e de uma regra de parcimônia, apresentados com casos negativos e possibilidades de refutação. A educação amazônica é tomada como primeiro campo de problematização, e não como limite do conceito nem como base de resultados empíricos. O artigo conclui que a categoria pode contribuir para investigar processos institucionais que interrompem a formação humana na educação, na política, no trabalho, na cultura e em outros domínios sociais, desde que cada aplicação permaneça conceitualmente rigorosa e empiricamente testável.

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Enviado

10/07/2026

Postado

15/07/2026 — Atualizado em 17/07/2026

Versões

Como Citar

Aborto social: processo de interrupções institucionais da formação humana. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16857 (Original work published 2026)

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Justificativa da versão

Esta nova versão apresenta uma reformulação teórico - conceitual substancial do manuscrito originalmente publicado. O trabalho preserva seu núcleo central — o conceito de aborto social como categoria crítica dos processos de interrupção da formação humana —, mas aprofunda sua definição, seus critérios de aplicação e suas fronteiras analíticas. Foram reformulados o título, a estrutura argumentativa e o alcance da categoria. A nova versão reconhece usos anteriores da expressão “aborto social”, amplia o diálogo com a literatura, aprofunda as distinções em relação à exclusão social, à necropolítica, à morte social, ao biopoder e à violência simbólica e incorpora critérios necessários, casos negativos, possibilidades de refutação e regra de parcimônia. A educação amazônica permanece como campo situado de problematização, sem restringir o alcance do conceito, que se refere aos processos de interrupções institucionais da formação humana. A nova versão é apresentada no mesmo registro para assegurar transparência e rastreabilidade ao desenvolvimento teórico do trabalho.

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito