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Aborto social: esboço de uma categoria para a crítica dos processos de interrupção da formação humana

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16857

Palavras-chave:

Aborto social, formação humana, exclusão educacional , permanência estudantil, amazônia

Resumo

RESUMO

Este artigo apresenta o conceito de aborto social como uma categoria analítica original para a compreensão dos processos de interrupção da formação humana em contextos educacionais e territoriais. Distinguindo-se da necropolítica (Mbembe), do biopoder (Foucault), da exclusão social e da violência simbólica (Bourdieu), o aborto social designa os mecanismos históricos, institucionais, políticos e territoriais que bloqueiam a constituição plena do sujeito antes que este possa se realizar social, educacional e existencialmente. O sujeito abortado socialmente permanece biologicamente vivo, mas tem suas possibilidades formativas, seu pertencimento, sua autonomia e seu projeto de vida interrompidos antes de amadurecerem. A partir de uma perspectiva crítica e situada na Amazônia acreana, o artigo propõe os fundamentos teóricos do conceito, dialoga com pensadores como Platão, Marx, Foucault, Bourdieu, Durkheim e Mbembe, e aponta horizontes para sua aplicação no campo da educação, das políticas educacionais e dos estudos sobre juventudes e permanência estudantil.

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Enviado

10/07/2026

Postado

16/07/2026 — Atualizado em 15/07/2026

Como Citar

Aborto social: esboço de uma categoria para a crítica dos processos de interrupção da formação humana. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16857

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito