Deriva de Herbicidas Hormonais, Vulnerabilidade Territorial e retração de investimentos na Fruticultura do Rio Grande do Sul (RS), Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16253Palavras-chave:
herbicidas auxínicos, percepção de impacto, comportamento adaptativoResumo
Apesar da crescente evidência experimental dos danos causados por compostos auxínicos em culturas sensíveis, inexiste diagnóstico quantitativo abrangente sobre a magnitude e os determinantes comportamentais e institucionais desses impactos no Brasil. Por meio de survey online com amostragem por bola de neve (n=395 fruticultores; 141 municípios; RS), construiu-se e validou-se o Índice de Severidade da Deriva (ISDERIVA), com consistência interna (α=0,925) e estrutura unidimensional confirmada. Quase metade dos respondentes se situam nas classes de maior severidade, com diferenças significativas entre culturas e regiões. A severidade percebida, o tamanho da área e o cultivo de videira predizem significativamente a denúncia formal, realizada por apenas 34,9% da amostra. Análise complementar revelou que a proximidade institucional, registro formal e denúncia, está associada a maior retração de investimento sob severidade equivalente, sugerindo que o sistema institucional opera como receptor da crise, não como mecanismo efetivo de proteção. A proibição total do 2,4-D foi a prioridade absoluta de 65,3% dos respondentes, proporção crescente com a severidade percebida. Os resultados apontam para um ciclo de desamparo institucional crônico com implicações diretas para políticas regulatórias territorialmente diferenciadas.
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Copyright (c) 2026 Gustavo Pinto da Silva, Róberson Macedo de Oliveira, Gabrieli Rieth Marasca

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