Orientar ou regular? Análise dos documentos oficiais das universidades públicas brasileiras sobre o uso das IAGs
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16234Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Universidades públicas, Regulação, TransparênciaResumo
Nos últimos anos, a pesquisa e o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) vêm assumindo novas configurações, especialmente após o lançamento do ChatGPT, em outubro de 2022. No contexto das universidades e institutos de pesquisa, cresce a preocupação com a mediação da IA e com questões relacionadas à ética, à autoria, ao plágio, aos custos e à socialização dos resultados das investigações. Diante desse cenário, este artigo tem como objetivo analisar documentos oficiais, como portarias, resoluções e guias de orientação produzidos por Instituições de Ensino Superior públicas no Brasil, buscando compreender de que modo aspectos relativos à transparência, à proteção de dados, à autoria, aos direitos e aos vieses são evidenciados nos documentos produzidos pelas 27 instituições analisadas. A questão que orienta a pesquisa é: de que modo as universidades públicas brasileiras têm orientado e/ou regulado o uso da inteligência artificial generativa no contexto acadêmico? A partir de uma abordagem qualitativa, bibliográfica e exploratória, a análise indicou que a transparência constitui uma exigência central nos documentos, assim como a preocupação com os vieses, compreendidos como dimensões relacionadas à mitigação de preconceitos e discriminações algorítmicas. Conclui-se que a discussão sobre o uso da inteligência artificial generativa nas instituições brasileiras ainda ocorre de forma tímida, e que os documentos existentes se caracterizam por duas dimensões principais: uma normativo-regulatória e outra orientativo-formativa.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2026 Lynn Rosalina Gama Alves, William de Souza Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


