Do Conhecimento Clínico à Prescrição Inexistente: Mapeamento Diagnóstico Para Programas de Educação Física Escolar e Comunitária em Regiões de Transição Epidemiológica
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16124Palavras-chave:
Comportamento Sedentário, Educação Física, Saúde Pública, AngolaResumo
A transição epidemiológica em Angola exige a reconfiguração dos modelos de intervenção em saúde, posicionando a Educação Física como ferramenta preventiva estratégica contra o sedentarismo e as Doenças Crónicas Não Transmissíveis. Este estudo quantitativo e transversal realizou uma análise estatística secundária a partir de uma base de dados com 632 profissionais de saúde em Luanda, Huíla e Namibe, visando analisar as barreiras à promoção da atividade física sob a ótica da motricidade humana. Os resultados indicam um elevado consenso técnico, com 76,4% dos inquiridos a identificar o sedentarismo como risco primário para obesidade e diabetes tipo 2. Contudo, emergiu um hiato prático crítico: 82% caracterizam o sistema de saúde como reativo e 68% não prescrevem exercício sistematicamente, citando ambientes obesogénicos e défice de infraestruturas urbanas seguras. O teste de Qui-quadrado revelou assimetrias regionais significativas (\(p=0,002\)), sendo Luanda a província com maior taxa de não-prescrição (76,1%). Conclui-se que o conhecimento clínico está limitado por constrangimentos estruturais. Torna-se imperativo implementar programas comunitários e escolares de Educação Física que preencham esta lacuna prescritiva, convertendo o diagnóstico clínico em intervenção motora territorializada.
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