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Formalização e estressores de papel no controle interno municipal: independência e desempenho

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DOI:

https://doi.org/10.1590/0034-761220250575

Palavras-chave:

controle interno, formalização, conflito de papéis, ambiguidade de papéis, independência do controle interno

Resumo

Este artigo investiga como a formalização organizacional se relaciona ao conflito e à ambiguidade de papéis entre profissionais de controle interno e como esses estressores se associam à independência do controle interno e ao desempenho no trabalho em municípios brasileiros. Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, baseado em survey online com 280 profissionais de controle interno, realizada entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024. A amostragem foi não probabilística por conveniência com autos seleção. O instrumento contemplou bloco sociodemográfico e escalas validadas para formalização, conflito e ambiguidade de papéis, independência do controle interno e desempenho no trabalho, em escala Likert de sete pontos, com recodificação da ambiguidade para alinhar a direção dos escores. As relações foram estimadas por modelagem de equações estruturais com mínimos quadrados parciais, com avaliação dos modelos de mensuração e estrutural, validade discriminante pelos critérios de Fornell-Larcker e HTMT, verificação de colinearidade por Variance Inflation Factor (VIF) e inferência por bootstrapping com 5 mil reamostragens. Os resultados indicam que maior formalização se associa a menores níveis de conflito e ambiguidade, e que esses estressores se relacionam a menor independência e pior desempenho. O estudo contribui ao quantificar, no contexto municipal, a formalização como mecanismo de clarificação e ao traduzir os achados em medidas práticas de gestão: definir atribuições com precisão, segregar e dimensionar funções, documentar processos e assegurar salvaguardas institucionais para a autonomia técnica. As evidências apoiam políticas de governança associadas à redução de incertezas, à proteção da função de controle e ao aprimoramento da efetividade do controle interno local.

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Biografia do Autor

Carlos José dos Santos, Universidade Estadual de Goiás

Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Professor Adjunto na Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Renata Turola Takamatsu, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP); Professora Associada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Cláudia Ferreira da Cruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP); Professora Associada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Postado

22/04/2026

Como Citar

Formalização e estressores de papel no controle interno municipal: independência e desempenho. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/0034-761220250575

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito