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Rastreamento mamográfico: porque não flexibilizar a faixa etária

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15696

Palavras-chave:

Rastreamento, Neoplasias da Mama, Diretrizes Clínicas, Prevenção Secundária

Resumo

O Ministério da Saúde brasileiro, em setembro de 2025, anunciou uma sutil mudança na orientação aos profissionais sobre o rastreamento mamográfico do câncer de mama, quanto à  faixa etária: recomendou uma decisão compartilhada e informada quando mulheres demandarem por rastreamento na faixa etária dos 40-49 anos. Um efeito social disso é a relativização da contraindicação do rastreamento nessa faixa etária, que pode ter efeitos sanitários prejudiciais. Apresentamos uma crítica a este anúncio, baseada em aspectos teórico-técnicos, éticos e evidências ciêntíficas. Criticamos a ausência de critérios técnicos e evidências empíricas relevantes subjacentes à nova orientação, sob o pano de fundo da persistência da polêmica científica, há mais de uma década, sobre o balanço benefício-danos desse rastreamento, o qual, todavia, não se popularizou nem influenciou as decisões da grande maioria das instituições médicas e de Saúde Pública dos países que recomendam esse rastreamento. A persistência dessa polêmica e a inexistência de novas evidências relevantes sugerem direção contrária à nova orientação ministerial.

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Biografia do Autor

Charles Tesser, Universidade Federal de Santa Catarina

Médico (1991), residência em Medicina Preventiva e Social (1993), mestrado (1999) e doutorado (2004) em Saúde Coletiva na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), especialização em Homeopatia na Associação Paulista de Homeopatia (1997). Trabalhou 9 anos como médico generalista na atenção primária à saúde (APS) em zona rural e 3 anos na Saúde da Família. Professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC desde 2006. Foi docente da residência em medicina de família e comunidade da UFSC (2007-2013); coordenador do Internato Médico em APS da UFSC (2006-2014) e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (2011- início/2017; 2019-agora; atualmente nível 1D). Pós-doutoramento no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra em 2015. Professor do Programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC desde 2008. Tem experiência de trabalho, ensino, extensão e pesquisa nas áreas de medicinas alternativas e complementares, prática médica, educação permanente e organização de serviços na APS, sobretudo equipes de saúde da família .

Postado

04/05/2026

Como Citar

Rastreamento mamográfico: porque não flexibilizar a faixa etária. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15696

Série

Ciências da Saúde

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito