Telas, TEA e Intensificação Fenotípica: Uma Perspectiva Histórico-cultural do Desenvolvimento Humano na Contemporaneidade
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15680Palavras-chave:
telas, TEA, fenótipo ampliado do autismo, desenvolvimento humanoResumo
O presente estudo consiste em um ensaio teórico, baseado em revisão de literatura, que examina criticamente a relação entre uso de telas e manifestações associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para tanto, sob uma perspectiva que integra os campos da biologia, psicologia, neurologia e sociologia, investiga, a partir de um modelo multinível não causal, como transformações culturais contemporâneas — especialmente a digitalização precoce — podem modular a expressão de habilidades comunicativas, interativas e comportamentais, e contribuir, assim, para a intensificação fenotípica de alguns traços associados ao espectro autista. Nesse sentido, no nível biológico-funcional, destacamos evidências que apontam como o cérebro humano demonstra plasticidade dependente da experiência, mostrando-se sensível à qualidade das interações sociais, linguísticas e sensoriais. Em uma dimensão relacional, sugerimos também que o uso intensivo de telas pode se associar à reorganização de experiências interacionais e à fragmentação da atenção compartilhada, enquanto, no plano institucional e sociocultural, consideramos que tais transformações se inserem em ecologias mais amplas de desenvolvimento, marcadas por mudanças nos regimes de socialização, nas práticas educativas e nas formas de mediação cultural, as quais influenciam a forma como determinados traços comportamentais são expressos, percebidos e classificados. O texto finaliza destacando os desafios que precisamos enfrentar no sentido de potencializar o desenvolvimento humano e construir uma sociedade mais justa, acessível, democrática e inclusiva.
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