Pós-graduação, formação de pesquisadores e rigor intelectual na educação brasileira
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15662Palavras-chave:
pós-graduação, formação de pesquisadores, educação, rigor metodológicoResumo
Este artigo de opinião problematiza a formação de pesquisadores na pós-graduação em Educação no Brasil em um contexto marcado pela expansão do sistema, pela pressão por produtividade e pela exigência crescente de qualidade acadêmica. Argumenta-se que, em parte dos programas, persiste um desequilíbrio entre fundamentação teórica e rigor metodológico, com ênfase excessiva em autores e repertórios já consagrados e menor investimento na formulação de problemas de pesquisa, na construção do corpus, na produção de evidências e na sustentação analítica das inferências. O texto organiza essa discussão em cinco eixos: formação para reprodução, e não para investigação; hiperteorização e baixa densidade empírica; endogenia acadêmica e fechamento epistemológico; avaliação da CAPES e produtivismo quantitativo; e tensões entre compromisso público da ciência, rigor investigativo e performatividade discursiva. Defende-se que a pós-graduação perde força quando confunde erudição com investigação, filiação teórica com autonomia intelectual e produção quantitativa com qualidade científica. Formar pesquisadores exige recolocar no centro a pergunta de pesquisa, o rigor metodológico, o trabalho sistemático com dados e fontes, a pluralidade epistemológica e a responsabilidade pública da produção do conhecimento.
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