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Políticas pombagíricas do comum: Trapo, Farrapo e Molambo como agentes de mundos possíveis

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15228

Palavras-chave:

comum, resto, pombagira

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão antropológica sobre as políticas pombagíricas do comum, tomando as figuras de Maria Molambo, Maria Farrapo e Maria do Trapo como agentes ontopolíticos na produção de mundos possíveis. A partir das macumbas brasileiras, argumenta-se que trapo, farrapo e lixo não operam apenas como signos de degradação ou exclusão social, mas como operadores positivos de valor, pertencimento e cuidado. Em diálogo com debates sobre o comum, a colonialidade, a necropolítica, a abjeção e a cosmopolítica, sustenta-se que o resto constitui uma categoria ontopolítica central para compreender formas de vida que emergem nas sobras da modernidade colonial. Ao articular contribuições da antropologia do comum e da antropologia da saúde brasileira, demonstra-se que o cuidado, nas práticas pombagíricas, configura-se como prática relacional, situada e coletiva, produzida em contextos de precariedade estrutural. A noção de cosmopolítica do resto permite deslocar concepções normativas do comum, afirmando o resto como infraestrutura sensível da vida compartilhada.

 

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Postado

30/03/2026

Como Citar

Políticas pombagíricas do comum: Trapo, Farrapo e Molambo como agentes de mundos possíveis. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15228

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito