O embargo como um ataque frontal à educação e à saúde pública na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15202Palavras-chave:
Saúde Pública, Educação em Saúde, Instituições Acadêmicas, Cuba, América LatinaResumo
O presente artigo de opinião busca reunir evidências sobre os impactos, atuais e futuros, do embargo à Cuba em diferentes setores, com ênfase nas consequências sobre dois pilares do projeto de desenvolvimento social do país: a educação e a saúde pública. Parte de uma breve caracterização dos sistemas de saúde pública e educação do país que, ao longo das últimas seis décadas, vêm conformando um dos mais exitosos exemplos de formação de sanitaristas, comprometidos com a garantia da universalidade, equidade e integralidade - princípios que, igualmente, estruturam o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Discute, a partir de dados atuais e de projeções futuras, as implicações acadêmicas e sociossanitárias do recrudescimento do embargo, liderado pelo governo dos Estados Unidos, nos últimos meses. E conclui reconhecendo que qualquer ação que promova o cerceamento à educação, bem como crie barreiras para o acesso da população a serviços e tecnologias para a garantia da saúde e do bem-estar é, em síntese, um projeto anticivilizatório, cujo enfrentamento demanda esforços integrados e avançados das instituições acadêmicas latino-americanas, garantindo a continuidade de projetos de formação, atenção à saúde, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, no país.
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