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Ficções de um pesquisar no Jequitinhonha: Quando uma mulher de barro se confunde com uma moringa de carne e ossos

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15001

Palavras-chave:

currículos (in)disciplinares, artesanato, educação matemática, desconstrucionismo, jogos de linguagem

Resumo

Este artigo é um exercício da potência da escrita ficcional para investigações na/da Educação Matemática em uma pesquisa de doutorado em andamento na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. A pesquisa é desenvolvida juntamente com artesãs do barro das comunidades de Campo Buriti e Campo Alegre, Turmalina, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Movimenta-nos saber como essas artesãs do barro nos permitem a problematização de um currículo escolar [de matemáticas] (in)disciplinar que seja afetado pelas práticas socioculturais, pelas inconstâncias da natureza e pelos jogos corporais dos personagens em cada cena. Nesse sentido, um corpoterritóriomulher emerge enquanto categoria de resistência política, de gênero, de espaço e contribui, também, para pensarmos em currículos escolares [de matemáticas] mobilizados por figuras subalternizadas e que colocam em xeque os modos eurocentrados e colonialistas da produção do conhecimento. Teórico-metodologicamente, assume-se a postura do segundo Wittgenstein em diálogo com Jaques Derrida para trabalhar nos limites de um currículo artesã. Em forma de diário, a partir de imersão em campo em abril de 2024, as discussões apoiam-se na conduta dos pesquisadores/professores ancorados pelas práticas socioculturais para  quebrar os limites entre o dentro e o afora da escola, inventar um currículo escolar (de matemáticas) que não seja comum a qualquer humano, mas particular a cada contexto. Não há, assim, prescrições de métodos curriculares, todavia oportunidades para fugas de grades que uniformizam e ignoram pluralidades.

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Biografia do Autor

Rafael Machado, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG) e doutorando pela mesma instituição. Professor de matemática nas esferas pública e privada de Belo Horizonte. Membro do grupo de pesquisas PHALA/UNICAMP e coordenador do grupo de pesquisas inSURgir. 

Carolina Tamayo, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Licenciada em Matemática pela Universidad de Antioquia (Colômbia, 2010). Mestre em Educação pela Universidad de Antioquia (2012). Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2017). Professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Coordenadora do Grupo de Pesquisa "Educação, Linguagem e Práticas Culturais" da UNICAMP e membro do Grupo de Pesquisa e Estudo inSURgir da UFMG. Professora em nível de mestrado e doutorado junto ao Programa de Pós-graduação em Conhecimento e Inclusão Social da UFMG. Atualmente membro da coordenação do Programa Formativo Intercultural para Ingressantes pelo Vestibular Indígena (ProFIIVI) representando o núcleo de Ciências Exatas, Tecnológicas e da Terra. Linhas de pesquisa: Etnomatemática; Educação Matemática e Diversidade e Cultura e, Filosofia da Educação Matemática. Membro do Comitê Editorial da Revista Latinoamericana de Etnomatemática e BOLEMA.

Postado

05/02/2026

Como Citar

Ficções de um pesquisar no Jequitinhonha: Quando uma mulher de barro se confunde com uma moringa de carne e ossos. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15001

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito