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DA POTÊNCIA AO DÉFICIT: A ESCOLA COMO APARELHO DE PATOLOGIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14246

Palavras-chave:

Escola, normalização, biopolítica, patologização , capital humano

Resumo

O presente artigo examina como a instituição escolar, sob a influência da racionalidade neoliberal, transcendeu sua função educativa para se consolidar como um dispositivo de controle e otimização da vida. Argumenta-se que, imersa na lógica do capital, a escola se alinha a mecanismos que promovem a produtividade e a conformidade, enxergando o corpo e a subjetividade como capital humano a ser aprimorado. A análise histórica dos conceitos de normal e patológico, influenciada por autores como Canguilhem e Foucault, evidencia a construção social de “verdades” sobre a saúde e o comportamento, as quais legitimam a patologização da existência humana. A partir desse arcabouço teórico, o texto demonstra como a escola moderna, por meio de seu aparato disciplinar, passou a gerir a infância, convertendo-a em objeto de intervenção biopolítica. A crítica central se dirige à instrumentalização de saberes como a medicina e a psicologia que, sob o pretexto da inclusão, atuam na normalização de subjetividades que resistem à norma, transformando a diversidade em déficit a ser corrigido. Conclui-se que, ao invés de atuar como espaço de emancipação, a escola opera como uma ferramenta de ajuste social que prioriza a funcionalidade e a produtividade em detrimento da singularidade e da potência da vida.

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Biografia do Autor

Kaliny Ferraz, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutoranda em Educação (2023 - atual) pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências (UNESP/ Marília), Mestra em Educação (2020) pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências (UNESP/ Marília), graduada em Geografia (2022) pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER/ Bauru), graduada em História (2017) pela Faculdade de Ciências e Letras (UNESP/Assis). Possui atuação no Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil (CNPq) como membro do Grupo de Ensino de Filosofia (ENFILO) coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Peloso Gelamo . Atualmente, desenvolve pesquisas na linha de "História e Filosofia da Educação", com especial ênfase nas autoras da Filosofia da Diferença

Rodrigo Pelloso Gelamo, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Rodrigo Pelloso Gelamo possui Licenciatura em Filosofia pela Universidade do Sagrado Coração (1999), mestrado em Filosofia (2003) e doutorado em Educação (2009) pela UNESP/Marília; fez estágio de Pós-doutorado na UNICAMP (2011), na USP (2013) e na UNISALENTO Itália (2013). Atualmente é professor do departamento de Didática e dos Programas de Pós-graduação em Educação e em Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP/Marília. Fez parte do conselho do PPGE, coordenou por quatro anos (2018/2021) o Doutorado interinstitucional (Dinter) com o IFRO. Atualmente coordena um novo convenio Dinter (2022/2026) com o IFRO). Foi professor visitante na Universidad Complutense de Madri (Espanha), na Universidad de La Plata (Argentina) e na Universidad de San Juan (Argentina). Seu interesse de pesquisa está relacionado à problemática filosófica do ensino, especialmente do ensino da Filosofia. Publicou vários artigos, capítulos de livros e um livro pela Cultura Acadêmica (2009), que foi traduzido e publicado pela Editora da Universidad San Buenaventura de Bogotá Colômbia (2014). Tem experiência em coordenação de projetos de pesquisa, tendo sido financiado pelo Edital Universal nas edições de 2009 e 2011 e pela FAPESP na modalidade de Projeto Regular e faz parte do convênio Capes/Cofecube. Coordena, desde 2009, o PIBID no subprojeto Filosofia.

Postado

11/12/2025

Como Citar

DA POTÊNCIA AO DÉFICIT: A ESCOLA COMO APARELHO DE PATOLOGIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14246

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito