Preprint / Versão 1

A Cara da Ciência Política no Brasil

article.authors6a092dd4f314b

  • Lucas de Carvalho de Amorim Universidade Federal de Santa Catarina image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7413-6195
    • Conceptualization
    • Data Curation
    • Formal Analysis
    • Investigation
    • Methodology
    • Project Administration
    • Software
    • Visualization
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13949

Palavras-chave:

Ciência Política brasileira, Elites acadêmicas, Assimetrias institucionais, Gênero, Impacto acadêmico, Redes de formação

Resumo

Quem faz Ciência Política no Brasil e até que ponto a recente expansão da área tem alterado os mecanismos históricos de hierarquização que estruturam o campo? Embora a literatura tenha explorado sua formação tardia e a influência de matrizes externas, ainda se sabe pouco sobre como essas dinâmicas se expressam hoje nas trajetórias, agendas e formas de reconhecimento acadêmico. O artigo questiona em que medida a expansão territorial e institucional da disciplina tem promovido pluralidade e diversidade. Para respondê-lo, o estudo analisa as assimetrias institucionais, temáticas e demográficas que moldam a produção e o prestígio acadêmico, identificando quem são, onde atuam e o que produzem os docentes da pós-graduação em Ciência Política no Brasil. A pesquisa usa base original usando como fonte Lattes e Google Scholar, combinando estatísticas descritivas, modelagem de tópicos e regressões com pareamento para estimar os determinantes do impacto acadêmico. Os principais resultados mostram que, em modelos com controle de condições institucionais, formativas e temáticas, as diferenças de impacto entre homens e mulheres tornam-se amplamente mitigadas, permanecendo significativas apenas nas métricas mais sensíveis à produtividade contínua. Isso sugere que as assimetrias de gênero decorrem menos do desempenho individual e mais de desigualdades de oportunidades e escolhas métricas. Apesar da expansão territorial e do avanço feminino, o campo ainda se estrutura por redes de formação concentradas, hierarquias institucionais e assimetrias regionais. Ao revelar continuidades e tensões, a Ciência Política brasileira se reorganiza sem romper totalmente com suas heranças, indicando caminhos para uma disciplina mais plural, equitativa e autocrítica.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

Lucas de Carvalho de Amorim, Universidade Federal de Santa Catarina

Cientista Político. Visiting Graduate Scholar at University of California San Diego (UCSD). Doutorando em Ciência Política pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSP/UFSC). Mestre em Ciência Política pelo Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (IPOL/UnB). Áreas de interesse: Pistas de Fonte (Source Cues); Atitudes; Ideologia; Influência das Elites Políticas; Clivagens Políticas; Congruência Política; Ceticismo Político; Polarização Afetiva; Polarização Ideológica; Participação Política; Instituições Participativas; Redes Associativas; Saúde Pública.

Postado

31/10/2025

Como Citar

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados